sábado, 27 de julho de 2013

Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves

Museu do Xadrez
Às dezanove horas e trinta minutos do dia 26 de Julho de 2013 em Figueiró dos Vinhos, foi inaugurado o Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves. Estão de parabéns os autarcas locais, em especial relevo para o Rui Silva e para o José Fidalgo, assim como para todos que colaboraram no projecto e nas tarefas atribuídas. Parabéns sem dúvida para o Carlos Dias e para o António Curado, pela contribuição no trabalho e na cedência do espólio exposto nesta primeira fase na vida do jovem museu. Outros haverá, que deviam ser referenciados, mas por desconhecimento não o posso fazer.
A Academia de Xadrez do Bombarral fez-se representar por uma equipa de prestígio, o momento justificava e não podíamos ficar alheios. Acompanhado por Carlos Baptista, Rui Feio e Daniel Bray assentei arraiais na maravilhosa vila do norte do distrito.
Após um repasto que não foi bom nem mau, nem caro nem barato, sentados numa agradável esplanada com vista para os Paços do Concelho, jogámos umas partidas de xadrez. Entretanto juntou-se a nós o Carlos Dias e a companheira.
Às dezassete horas, fomos os seis ao salão nobre da Câmara Municipal assistir ao lançamento de um livro de poesia da autoria do poeta Alcides Martins. Em boa hora o fizemos, porque ao chegar ao salão só quatro pessoas se encontravam na audiência. Entretanto chegaram mais dois ou três, entre estes entrou o António Curado. Amavelmente a todos nós foi oferecido o livro com dedicatória do autor. Com o devido respeito transcrevo um soneto do Alcides.

À memória de Álvaro Gonçalves

Álvaro Gonçalves está no paraíso,
Ele que lutou na terra pela arte,
Hoje cantamos um hino em toda a parte,
Em sua homenagem com um sorriso.

Seu pensar consistente e preciso,
Fez lembrar um filósofo como sartre,
E nas estrelas todas até Marte,
Está sua imortalidade de sobreaviso

Os anjos tocarão no alto clarim,
Vestidos de brancas asas de cetim,
Lembrando a candura de sua alma.

Cantaremos ao som do bandolim,
As músicas que ele ouviu, enfim,
Quando partiu naquela tarde calma.
Alcides Martins

Às dezanove horas fomos inaugurar uma avenida dedicada a um ilustre local, mas que neste momento não sei o nome. Estivemos todos, aqui sim já havia bastante gente.
Dessa avenida partimos então para o Casulo, a Casa José Malhoa, para então finalmente ser inaugurado o Museu do Xadrez, após visita a outros espaços museológicos.
Ficamos todos muito felizes e bem impressionados pelo que vimos e especialmente por todo a trabalho desenvolvido. As duas salas estavam bem estruturadas e com coisas de interesse. O espólio exposto no Museu é quase na totalidade pertença de Carlos Dias e António Curado, mas muitas outras peças estão já em armazém por evidente falta de espaço.
Depois seguiu-se um agradável jantar no Parque oferecido pela autarquia. Estabeleceu-se um ambiente cordial e de grande amizade. Debateram-se ideias para o futuro do Museu e do Xadrez em geral.
Não posso deixar de lamentar a ausência de pessoas com obrigações na modalidade, caso da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez e outros.
O Museu Dr. Álvaro Gonçalves, é uma pedrada no charco na apatia do xadrez nacional, a partir de agora nada mais vai ser igual. Portugal tem finalmente o Museu do Xadrez.
Estou convencido que muita coisa boa vai acontecer a partir daqui. Os amantes do xadrez, passaram a ter um local para onde podem enviar o seu espólio, evitando assim que o mesmo vá parar ao lixo.
O obrigado de todos nós à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e aos seus autarcas.
José Bray


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