quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os jogos do Q.....

Os jogos do Q…..
Os jogos do Q….. estavam prestes a começar, no momento presente decorriam os festejos de abertura. Figuras conhecidas da banda desenhada, infantil e juvenil, dançavam ao som de uma valsa, enquanto na bancada principal o organizador chefe, sorria de satisfação.
Os jogos do Q….. eram provas regulares naquele universo cúbico, por essa razão o organizador tinha grande experiência e quase sempre eram um sucesso. Naquela semana com certeza que não seria diferente, o sucesso estava quase garantido.
Os jogos do Q….. eram campeonatos de futebol de mão, uma variante pouco divulgada no mundo do desporto, mas naquele universo cúbico o público sem excepção rejubilava com as partidas disputadas com muito ardor, mas também desportivismo total.
Os jogos do Q….. eram disputados por oito equipas de seis jogadores, cinco de campo e um para defender a baliza. Cada formação podia apresentar até três suplentes. As oito equipas eram: rosa, vermelha, azul, verde, amarela, branca, castanha e riscada.
Os jogos do Q….. tinham uma curiosidade única, não havia equipas de arbitragem,  e só um simples supervisor controlava toda a legalidade dos lances assim como o tempo de jogo. O desportivismo era de tal ordem que não consta ter havido um simples problema com a arbitragem, seja na parte técnica seja na disciplina. Também não havia forças da segurança, porque nunca acontecera o mais pequeno incidente.
Os jogos do Q….. têm um público com imenso sentido de justiça, aplaudem cada jogada das equipas da mesma forma, seja a sua favorita seja a adversária.
Os jogos do Q…. ao terminarem têm uma estatística de grande desportivismo, nada de cartões amarelos e muito menos vermelhos. Os dirigentes não discutem entre si e o público em uníssono aplaude vencedores e vencidos.
Os jogos do Q….. disputados naquele universo cúbico, são por tudo que acabámos de escrever um exemplo a seguir por todos, sejam dirigentes, jogadores, árbitros, jornalistas e público.
Os jogos do Q….., como é óbvio são um enigma, mas que eles aconteciam, aconteciam mesmo! Digo isso porque eu sou testemunha dos mesmos.

APC, 11/1/2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Damas e Xadrez, duas paixões na minha vida!


Damas e Xadrez, duas paixões na minha vida.
Conforme diz um filósofo meu amigo, temos de viver em estado de paixão todo o tempo que passarmos neste mundo. Temos de ter amantes, sempre sem excepção, sejam de que tipo for. Durante a minha existência vivi sempre em paixão, duas das minhas amantes foram as Damas e o Xadrez. Com estas paixões o meu tempo poderia ter sido totalmente preenchido e ainda precisava de mais. Não foi isso que aconteceu, porque muitas outras coisas preencheram o meu percurso. Na verdade a vida de um ser humano é muito curta para uma só dessas paixões quanto mais para as duas. É sobre elas que vou escrever.
Conheci primeiro as Damas, teria nessa altura uns onze anos e foi no Hospital de São José. Na minha enfermaria, um doente fez-me a apresentação do maravilhoso jogo das Damas, já lá vão quase sessenta anos. O homem passava o dia a resolver problemas e eu sempre que podia sair da cama dava logo uma passeata até ele. Fascinado passava lá horas observando e aprendendo.
Durante vários anos o meu contacto com as Damas foi quase nulo, esporadicamente joguei umas partidas com o senhor Américo, um dos anjos de Campo d’ Ourique e na Ermegeira com o meu tio Alberto. O nível era muito baixo, nem eu nem eles jogávamos pilinha, ou seja nada.
Um dia fui viver para Moscavide, e lá, entrei um dia no Café Avenida que como o nome indica estava na principal via do bairro. Aquele Café era também conhecido pelo Café das Damas, porque lá, para além de se beber café e engatar as duas empregadas, só se jogava as Damas. Todas as mesas tinham um tabuleiro com dois a jogar e vários mirones a ver e a comentar. Era um estabelecimento humilde e não muito asseado frequentado por gente do povo. Era contudo uma casa de respeito, não era casa de putas, as empregadas raparigas simples não se prostituíam, iam sem dúvida com quem tivesse lábia e elas engraçassem. Mas eu não comecei a frequentar por isso mas sim atraído pelo fascínio das Damas. Como insecto atraído pela luz, era também eu atraído pelo jogo. Para além do trabalho e de outras paixões foi a minha casa durante os meus dezanove, vinte, vinte e um e vinte e dois anos. Ao fim e ao cabo até ir para o serviço militar, mesmo assim ainda ia lá até embarcar para África em dezoito de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis.
Durante os meus dezanove anos fiz uma evolução meteórica, além de fazer muitas amizades. Comecei a organizar coisas, incluindo o campeonato de Moscavide em três categorias, 1ª, 2ª e 3ª, cada categoria foi disputada por dez jogadores. Venci a primeira categoria em 1964 e fui segundo em 1965 estando já na tropa. Organizei uma super prova de equipas a dez jogadores. Competiram nesse campeonato; Moscavide com duas equipas, Odivelas, Almada com duas equipas, Cacém, e Lisboa com duas equipas. Não me lembro de mais, mas é possível que houvesse alguma que agora não me recordo.
Era um jogador muito forte e todos me gabavam pela minha boa educação e postura. Comecei a ser idolatrado, coisa que também acontecia no meu mundo profissional. Lembro-me de jogar no Rossio no Café Portugal com grandes campeões, Mesquita, Mendo dos Santos, que anos depois encontrei em Luanda e com quem joguei, Afonso Fernandes, irmão de Júlio Santos do xadrez, Euclides Costa e muitos outros. Tudo isto aconteceu, após sair às 18 horas do emprego e antes de ir jantar e vadiar.
Fiquei com amigos em todo lado em especial em Moscavide; Armando, Delicado, Julião, Gordo (alcunha), Hélder o mais novo (que encontrei anos depois na Biker em Luanda), Cameira, Inácio, Pires, Grilo, Faísca, João, e muitos mais.
Naquele Café Avenida, muitas estórias se passaram. Os homens, povo simples, eram felizes com a sua paixão pelo jogo. De um modo geral não andavam ali pelas gajas, não se embebedavam nem gastavam dinheiro em batotas. As Damas tinham uma função social, coisa que naquela altura nem me passava pela cabeça. Fui sem dúvida um pouco responsável por todo aquele movimento, como estrela mas também como organizador. Houve outros que colaboraram e muito! Um dia um campeão de Almada foi ao Café para jogar comigo um encontro a dez jogos, contaram à volta da mesa trinta e dois mirones. Está tudo dito…por aqui se percebe a paixão que ia naquele Café Avenida pelo jogo das Damas.
Em Moscavide a razão de haver tanta gente a jogar Damas derivou do pessoal do matadouro municipal. Este organismo tinha muita gente que estava muitas vezes sem que fazer, então para o pessoal não estar ocioso um responsável fomentou a prática deste jogo e em boa hora o fez. Quando fazíamos patuscadas o que acontecia regularmente, a rapaziada do matadouro trazia e fazia um petisco com colhões de carneiro. A primeira vez fez-me confusão, mas depois verifiquei que era bom.
Os tempos passaram, embarquei para Luanda e acabou a minha estória das Damas em Moscavide. Ficaram as recordações de muitos amigos e de grandes batalhas no tabuleiro.
Luanda, Setembro de 1966. Começou a minha saga das Damas em Angola, a primeira partida foi com o Doutor Videira vice-presidente da Câmara Municipal de Luanda, nas instalações do clube da autarquia, depois o meu parceiro por sinal muito fraco foi o velho Loureiro, um jovem com mais de oitenta anos que fora para Luanda já velho para viver com um filho. Estes dois amigos eram muitos especiais, o doutor tinha uma garrafa de whisky em cada cabaret da cidade, estava sempre meio grogue. Por sua vez o velhote era de uma alegria esfusiante, uma imensa vontade de viver. Durante a tropa, entre o trabalho fora do quartel, copos, vadiagem, ir ao clube da Câmara era um escape. Nas agradáveis instalações também se jogava King e Bridge. Tempos mais tarde ao entrar na vida civil, afastei-me e perdi de vista o Videira e o Loureiro na voragem da vida.
Foi então o tempo de conhecer os grandes jogadores de Luanda, Correia considerado o maior, Quintã parceiro com quem joguei durante anos, Santos, Mendes, Eduardo, André, Vicente, Rui, Benjamim, Cunha e muitos outros. A FNAT de Angola convidou-me para colaborar na organização de provas de Damas para trabalhadores, aceitei. Foi assim que conheci muitos negros a jogar e bem, eles eram muito viciados nesta modalidade. Foi o tempo de me deslocar ao interior do musseque para jogar com os velhos sábios, conforme narrativa que faço noutro texto.
Em 1969 venci o campeonato de Luanda e fui a Nova Lisboa (actual Huambo) jogar o Nacional ficando em segundo após longa batalho com o Hilário Elias um super campeão. Mas mais tarde descobri que houve vigarice, em estória longa de contar.
Em 1970 voltei a vencer o torneio de Luanda, nesse ano o nacional foi na capital, venci à vontade porque o meu rival Elias não competiu e os outros não deram luta.
Em 1971 fui tricampeão em Luanda, o nacional foi na Gabela. Numa batalha memorável de sete horas derrotei sem aldrabice o Hilário e pela segunda vez fui campeão de Angola.
No tempo em que joguei as Damas tanto em Portugal como em Angola passaram-se estórias muito interessantes e aprendi muito na vida.
Deixei de competir em Damas, por razões diversas. Em 1972 comecei a jogar Xadrez, foi o tempo do encontro para título mundial Spassky contra Fischer, uma batalha União Soviética/Estados Unidos que empolgou o mundo e muito fez a favor da promoção da Xadrez.
Após o meu regresso a Portugal só esporadicamente joguei provas de Damas, mesmo assim nos anos 1981/82/83 joguei alguns torneios esmagando os meus adversários. Mas era tempo do Xadrez, modalidade que comecei a praticar em Angola a partir 1972 como disse atrás. Não quero passar a narrativa para o Xadrez sem declarar que sempre fui muito feliz a jogar Damas, sempre me deu muito prazer, muito gozo mesmo! Coisa que no Xadrez nem de perto se aproximou! 19/6/2013
Continua….
Vamos então falar dessa coisa chamada Xadrez. O primeiro contacto com este jogo foi a compra de um livro de bolso da colecção Edições de Ouro editado no Brasil, foi no dia 10 de Agosto de 1967. Estava portanto na tropa, foi um motivo de curiosidade pois não gastei qualquer tempo com a sua leitura. No fim do ano de 1968 após passar à peluda comprei um tabuleiro com peças no Bazar Japonês rua Serpa Pinto, loja aonde trabalhava a minha amiga Zé, irmã do camarada Cabrita e mãe do Joel Xavier. Então na primavera de 1969 na casa da Maluquinha da Maianga aprendi as regras em simultâneo com a minha companheira que entretanto chegara a Luanda. Só as regras e mais nada! Dois anos depois em 1971 comecei a olhar com atenção para o tabuleiro e peças, na esplanada do Café Baia na marginal de Luanda, assistindo a partidas disputadas pela malta da JAEA e outros. Em 1972 joguei o primeiro campeonato da 3ª categoria e da 2ª, no ano seguinte 1973 alcancei a difícil 1ª categoria em luta contra 15 fortes jogadores, tendo feito 9 pontos em 15, ou seja 60%, ficando num brilhante 5º lugar. Depois ao jogar o campeonato de Angola, a 3 de Outubro deixei de fumar. Até aí não só fumava como quase os comia.
Em 1974 já depois do 25 de Abril fiquei em 2º no campeonato de Angola, tendo sido campeão o Carlos Oliveira. Em 1975 venci o Angola Livre (nacional da transição) perante uma centena de jogadores.
Neste período complexo e de complexos, organizei diversas provas, por exemplo um torneio internacional de equipas, Angola, Cuba, União Soviética e os Cooperantes (leia-se portugueses). Havia vergonha em assumir a presença dos ex colonizadores. Durante a transição e mais algum tempo o chamado complexo colonial, deu origem a algumas estórias ridículas. Alguém chegou a questionar o porquê das brancas jogavam primeiro, houve mesmo a sugestão de alterar a ordem, assim como deixar de designar as peças por brancas e pretas, sugerindo dar outra nomenclatura às cores. Claro que o bom senso venceu, em parte imposto pelos soviéticos, para quem os angolanos pouco contavam.
A minha vida xadrezistica em Angola pouco interesse tem para mim, o mais importante foi a fundação da Academia de Xadrez de Luanda, projecto impar na capital de Angola. Tenho a história da mesma noutro texto há muito escrito. Merece a pena a leitura dos estatutos da Academia, para os amigos da onça perceberem o que se passava na colónia portuguesa. Claro que não fui só eu, o João Palma também se empenhou na sua criação, talvez até mais que eu. Os amigos do Xadrez foram muitos, recordo alguns nomes, além de mim e do Palma, Mário Silla, Carlos Oliveira, Jorge Gusmão, Mário Morais, irmãos Miranda, os três Gomes, Fernando Vasconcelos, Lima Pereira, Augusto Dias, José Dias, Barbosa, Galvão, José Domingos, Matos, Guimarães, Pais Faria, Trindade, António Correia, Rui Couto, Franco (oculista), Daniel Freire, Araújo Pereira, e muitos mais que agora não recordo o nome, ou que nunca o soube.
Antes de abandonar Angola no fim de 1977, recebi a visita de Mendes de Carvalho figura grada do MPLA, prisioneiro do Tarrafal que aprendeu a jogar com peças feitas de pão e tabuleiro inscrito no chão. Um dia recebi uma carta do governo assinada pelo poeta António Jacinto (ministro da educação), agradecendo o excelente projecto e garantindo o apoio do governo para tudo que fosse preciso.
Regressei a Portugal, mas antes de partir, não toquei no rico património da Academia, ao contrário de muitos outros, nada trouxe, nada roubei. Património angariado em grande parte por mim. O meu tempo de Angola tinha terminado.
27/6/2013
José Bray


domingo, 6 de outubro de 2013

Xadrez de Leiria, no bom caminho!



Xadrez de Leiria, no bom caminho!
Meus amigos, dizem que sou muito acutilante nas minhas análises, dizem que sou demasiado crítico e que tenho a mania que ensino toda a gente. Até há quem diga que sou um velho do Restelo.
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Mas um velho, de aspecto venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando.
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou de experto peito:
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-“Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castIgo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

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-“Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios
Chamam-te Fama e Glória soberana
Nomes com quem se o povo néscio engana!
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-“A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente
Que promessas de reinos, e de minas
D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?
Os Lusíadas, Canto IV

Eu explico, acutilante, sou! Já tentaram trabalhar com uma faca de corte cego? Só serve para cortar manteiga ou espalhar patê (graxa). Criticar, não é maldizer, é analisar e tentar ser honesto. Velho do Restelo não sou…

Ontem 5 de Outubro, aniversário da implantação da República, dia que deixou de ser feriado devido à inteligência dos nossos (in)competentes governantes. Mas o mais trágico é que 5 de Outubro foi o dia que oficialmente Portugal nasceu.

Portugal faz hoje 5 de Outubro 870 anos. O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o inicio da dinastia Afonsina.

Digam lá se isto tudo não é uma ironia?

Mas voltemos ao xadrez…

Ontem, 5 de Outubro a Direcção da Associação de Xadrez de Leiria, reuniu na sede dos Corvos do Lis, na capital do Distrito. Fiquei satisfeito com a dinâmica demonstrada nesta sessão de trabalho.

Quero dizer que o Distrito de Leiria sempre teve uma acção muito positiva no xadrez nacional, isto desde o longínquo ano de 1976, mais ano menos ano. Núcleos nasceram, núcleos morreram, torneios nasceram, torneios morreram. O epicentro mudou diversas vezes de posição. Mas uma forte dinâmica sempre se fez sentir.

Tudo isto se deve ao trabalho de muitos. Não interessa aqui se gosto ou não das pessoas, trata-se de fazer justiça e ser leal à verdade.

Não vou falar de jogadores nem de campeões, refiro-me a pessoas que contribuíram para a tal dinâmica de que falo. Muitos para além do tempo retirado de suas vidas, ainda o dinheiro que gastaram, alguns inclusive criando problemas na sua vida pessoal.

No tempo mais antigo, temos pessoas como o saudoso José Manuel Almeida, o Serrano, o Victor Cardoso, o tosco Valbom, José Martins Saraiva, António Mamede Diogo, o meu querido amigo João Duarte Santos e mais alguns que no momento não me recordo, porque a memória me atraiçoa.

Mais tarde, pouco, diga-se de passagem, apareceram o Carlos Oliveira Dias, Carlos Quaresma, Germano do Mar, José Cavadas, Júlio Flores, Álvaro Gonçalves, António Curado, etc. Mais recente José Lopes, Carlos Baptista, Rui Feio, Samuel Tonel, Jorge Barrento, Rui Silva, Ricardo Pais, Lima Santos, etc. Agora apareceu o Gonçalo Francisco.

Mas vamos falar do momento actual. Relativo ao passado, para efeitos históricos, faço um desafio a todos que ainda por cá andam que façam a sua parte e contribuam para a história colectiva.

A Associação de Xadrez de Leiria é daquelas que mais mexe, e sabem porquê? Porque tem gente que faz por isso. Tanto na área institucional como na área da iniciativa privada. Neste momento tem uma Direcção que mexe! Como presidente da mesa de assembleia-geral, tudo farei para essa dinâmica não parar.
Temos o Museu do Xadrez Álvaro Gonçalves em Figueiró dos Vinhos, projecto fundamental para quem tenha a paixão pela arte de Caissa, uma utopia realizada. Temos um projecto de dimensão impar no Concelho de Alcobaça assim como outro nas Caldas da Rainha. Não esquecer o projecto de formação em Figueiró dos Vinhos. Temos os Corvos do Lis, algo que há muito desejava na cidade de Leiria. Temos uma lança metida no Louriçal e outra na Colectividade da Charneca, isto no concelho de Pombal. Temos um projecto no Rio Seco. Temos um projecto especial, num Colégio dirigido por freiras. Temos o Bombarral como actual capital, com toda a força de duas equipas, sede da AXL e muitos projectos no horizonte. Temos torneios que nunca mais acabam! Temos o mais importante árbitro de Portugal. Temos o mais impetuoso dirigente do país. Temos alguns filósofos. Temos de tudo, até alguns difíceis de colaborar. Temos até um velho do Restelo!

Temos até um projecto de grande mérito, nascido da alma do nosso António Mamede Diogo, em que os beneficiados traíram com a sua ilógica saída do nosso distrito! Considero ter sido uma atitude imbecil. Ainda por demais sendo um contencioso entre o seu projecto e o clube que ele representou mais de vinte anos com dignidade e humildade e perante uma amizade tão sólida, entre ele e o meu querido amigo João Duarte Santos. Patetas!

Por todas estas razões que fui apresentando, não me foi possível recusar o pedido para ser o coordenador do xadrez jovem no Distrito de Leiria. Prometo utilizar a minha capacidade nessa tarefa!

Muita coisa ficou omissa neste texto, mas Roma e Pavia não se fizeram num dia. Escrever dá-me gozo, razão do meu blogue, por isso por cá andarei se tiver arte e engenho.

Posso dizer, é que estou feliz com o andar da carruagem.

Força rapazes!

Comeira, 6 de Outubro de 2013
José Bray


























segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Comentários anónimos...

Comentários anónimos…
Amigos, há muito que desejava fazer uma observação sobre os comentários que recebo neste blogue. Decidi esta tarde, não deixar passar de hoje.
Gosto muito de receber comentários, a partir deles posso aprender e depois corrigir. Posso também poder esclarecer os meus pontos de vista.
Se algum comentário ultrapassar a barreira do conveniente, tenho sempre a hipótese de anular o mesmo. Mas os outros, mesmo os mais críticos, serão mantidos.
Em princípio responderei a todos. A todos não!
Aos comentários anónimos não responderei, nem darei qualquer esclarecimento. Não respondo, não sabendo quem os faz.
Se forem correctos serão mantidos, se  forem incorrectos terei de os anular.
Não entendo porque razão um comentário, por vezes tão construtivo, tão bem escrito, o seu autor se esconde por detrás do anonimato.
Não entendo!
José Bray


domingo, 29 de setembro de 2013

"Do nascer ao pôr-do-sol" de Luís Veiga


Amigo e camarada Luís Alberto Veiga, presente!
Na montanha, no mar ou na cidade, tu estás dentro “Do nascer ao pôr-do-sol”. Direi mais, tu também estás do pôr ao renascer do mesmo sol.
Ao ler a tua narrativa, enorme lição de vida, um bom livro, deixei-me embrenhar nas suas páginas e dou-te os parabéns por tudo o que foi escrito e a emoção que me causou.
A tua escrita tem emoção, tem humor, tem sofrimento e além de tudo o mais, tem muito para ensinar. Sinto que estou lá, não estando, mas depois estou mesmo.
Percorremos os dois, o mesmo espaço-tempo, vidas diferentes mas parecidas. Parece um paradoxo, mas não é para falar de mim que escrevo este texto.
“Do nascer ao pôr-do-sol”, está muito bem escrito, a obra está estruturada com inteligência. A partir do momento em que o leitor agarra o sabor das palavras, percorre com prazer cada página, não mais saindo de dentro do livro até, à dedicatória final.
Luís Veiga foi um combatente, em cada momento da sua vida, sempre guerreando pela paz e bem-estar dos seus, mas também dos amigos.
O livro é uma lição para nós todos. O autor teve a preocupação de não fazer uma obra lamechas ou de gabarolices. É impressionante a dimensão do seu amor à família, à Fátima, filhas e netos.
As estórias de vida contadas e vividas por ele, são testemunhos de um forte carácter e grande capacidade de liderança. Têm moral, dignidade, sentimento, humor e acima de tudo muita humanidade.
Adorei o seu “Do nascer ao pôr-do-sol”
Conheci o Veiga no quartel de Engenharia na Pontinha em 1966, mas só reparei nele durante a viagem no navio Uíge, quando partimos para a guerra em Angola. De imediato apercebi-me da sua capacidade de lutador e forte personalidade.
Em Angola não tivemos contacto permanente, embora fossemos os dois da mesma companhia. Contudo foi o suficiente para conhecer o ser humano. Aprendi a respeitar o Luís Veiga e ver nele um líder natural. Confesso que não foi o meu principal amigo, mas foi aquele que considerei mais adulto e mais preparado para a vida.
Tudo o que digo encontra-se no seu livro. Nos convívios da CC 1604 foi o camarada que mais trabalhou a par com o Joaquim Carvalho. Foi devido à sua dinâmica e capacidade de liderança que permitiu o reencontro de tantos camaradas.
Obrigado pelo livro Luís Veiga, és um escriba de mão cheia. Não pares, queremos mais!

O amigo e camarada
José Bray

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Vermelho versus encarnado

Vermelho versus encarnado
Gostava de escrever um conto com tinta vermelha. Porque razão está quase instituída como norma que só se deve escrever a preto ou a azul? Ainda se aceita com reservas o verde. Parece-me ser uma tolice, ainda por cima quando dizem ser uma desconsideração. Conheço pessoas que gostam de escrever em cor-de-rosa, outros, foi o meu caso, a roxo ou parecido. Devemos escrever em qualquer cor, o importante é o acto de escrever. Hoje apetece-me escrever a vermelho, ou encarnado no dizer de muita gente.
O problema é que um conto hoje não vai ser parido, pois não me sinto prenhe de talento e forçar é disparate. É quase como forçar a masturbação quando o organismo não pede.
Estou escrevendo só porque me dá gozo escrever, é uma forma de afastar pensamentos que me não dão prazer. Amanhã a minha mãe faz noventa anos, hoje a sua irmã Maria fez oitenta e nove. Penso que um outro amigo faz hoje anos, mas não me lembro qual.
Daqui a pouco vou falar com o Fidalgo por causa do Museu do Xadrez.
Comeira, 23 de Julho de 2013

Tomate Maduro

sábado, 21 de setembro de 2013

Xadrez - Direcção da A. X. Leiria para 2013/2015

Xadrez – Nova Direcção da A. X. Leiria
Ontem dia 20 de Setembro de 2013, foi eleita a nova Direcção da Associação de Xadrez de Leiria.
Como na anterior, nesta Direcção com os meus amigos Rui Feio e João Santos fazemos parte da Mesa da Assembleia Geral. Na minha honesta opinião a Mesa está bem representada. No meu caso pessoal aceitei continuar porque penso ser necessária uma voz que apele ao bom senso e à concórdia.
Evidentemente que concordei com a actual lista. Penso que é gente muito equilibrada e podem fazer alguma coisa pelo xadrez do distrito. Afinal o bem do xadrez é a minha principal preocupação.
Mas não sou ingénuo, sei que existem ingredientes que podem vir a destabilizar o futuro da Associação. Por isso na sua acção, a Direcção tem de ter o tacto necessário para não deixar resvalar para zonas de risco. Por sua vez todos os Clubes devem ter uma postura condizente com a sua missão e os jogadores, directores, monitores e árbitros devem ter um comportamento cívico digno.
O Presidente e a restante Direcção, tudo têm de fazer para não haver conflitos, e se os houver têm de os sanar.
Como já disse neste blogue, a Associação de Xadrez de Leiria é o órgão legal do Distrito todo. Representa os 16 concelhos, tem de se preocupar e promover a modalidade em todos. A Direcção da Associação, do Presidente ao Vogal não pode pensar só no seu Clube.
Dou os parabéns à Equipa (agora eleita) que tem condições e saber para fazer um bom trajecto. Pela parte que me toca, estou disponível para todas as tarefas que me sejam solicitadas, desde que sejam construtivas e eu concorde com elas.

Direcção da Associação de Xadrez de Leiria para o biénio 2013/14

Direcção
Presidente: Carlos Dias
Vice-Presidente: Carlos Baptista
Secretário: Gonçalo Francisco
Tesoureiro: Mário Canaverde
Vogal: Jorge Silva

Assembleia Geral
José Bray
Rui Feio
João Santos

Conselho Fiscal
Daniel Silva
José Henrique
Rui Silva

Conselho Disciplina
Ricardo Oliveira
Duarte Basílio
José Fidalgo

Conselho Arbitragem
Rui Lopes
Pedro Rodrigues
Rafael Correia

Nota que considero importante! Todos os directores têm de produzir, não há nada mais corrosivo numa Direcção do que elementos amorfos e que só entram nas listas para preencher o quadro.

José Bray