domingo, 6 de outubro de 2013

Xadrez de Leiria, no bom caminho!



Xadrez de Leiria, no bom caminho!
Meus amigos, dizem que sou muito acutilante nas minhas análises, dizem que sou demasiado crítico e que tenho a mania que ensino toda a gente. Até há quem diga que sou um velho do Restelo.
94
Mas um velho, de aspecto venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando.
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou de experto peito:
95
-“Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castIgo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

96
-“Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios
Chamam-te Fama e Glória soberana
Nomes com quem se o povo néscio engana!
97
-“A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente
Que promessas de reinos, e de minas
D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?
Os Lusíadas, Canto IV

Eu explico, acutilante, sou! Já tentaram trabalhar com uma faca de corte cego? Só serve para cortar manteiga ou espalhar patê (graxa). Criticar, não é maldizer, é analisar e tentar ser honesto. Velho do Restelo não sou…

Ontem 5 de Outubro, aniversário da implantação da República, dia que deixou de ser feriado devido à inteligência dos nossos (in)competentes governantes. Mas o mais trágico é que 5 de Outubro foi o dia que oficialmente Portugal nasceu.

Portugal faz hoje 5 de Outubro 870 anos. O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o inicio da dinastia Afonsina.

Digam lá se isto tudo não é uma ironia?

Mas voltemos ao xadrez…

Ontem, 5 de Outubro a Direcção da Associação de Xadrez de Leiria, reuniu na sede dos Corvos do Lis, na capital do Distrito. Fiquei satisfeito com a dinâmica demonstrada nesta sessão de trabalho.

Quero dizer que o Distrito de Leiria sempre teve uma acção muito positiva no xadrez nacional, isto desde o longínquo ano de 1976, mais ano menos ano. Núcleos nasceram, núcleos morreram, torneios nasceram, torneios morreram. O epicentro mudou diversas vezes de posição. Mas uma forte dinâmica sempre se fez sentir.

Tudo isto se deve ao trabalho de muitos. Não interessa aqui se gosto ou não das pessoas, trata-se de fazer justiça e ser leal à verdade.

Não vou falar de jogadores nem de campeões, refiro-me a pessoas que contribuíram para a tal dinâmica de que falo. Muitos para além do tempo retirado de suas vidas, ainda o dinheiro que gastaram, alguns inclusive criando problemas na sua vida pessoal.

No tempo mais antigo, temos pessoas como o saudoso José Manuel Almeida, o Serrano, o Victor Cardoso, o tosco Valbom, José Martins Saraiva, António Mamede Diogo, o meu querido amigo João Duarte Santos e mais alguns que no momento não me recordo, porque a memória me atraiçoa.

Mais tarde, pouco, diga-se de passagem, apareceram o Carlos Oliveira Dias, Carlos Quaresma, Germano do Mar, José Cavadas, Júlio Flores, Álvaro Gonçalves, António Curado, etc. Mais recente José Lopes, Carlos Baptista, Rui Feio, Samuel Tonel, Jorge Barrento, Rui Silva, Ricardo Pais, Lima Santos, etc. Agora apareceu o Gonçalo Francisco.

Mas vamos falar do momento actual. Relativo ao passado, para efeitos históricos, faço um desafio a todos que ainda por cá andam que façam a sua parte e contribuam para a história colectiva.

A Associação de Xadrez de Leiria é daquelas que mais mexe, e sabem porquê? Porque tem gente que faz por isso. Tanto na área institucional como na área da iniciativa privada. Neste momento tem uma Direcção que mexe! Como presidente da mesa de assembleia-geral, tudo farei para essa dinâmica não parar.
Temos o Museu do Xadrez Álvaro Gonçalves em Figueiró dos Vinhos, projecto fundamental para quem tenha a paixão pela arte de Caissa, uma utopia realizada. Temos um projecto de dimensão impar no Concelho de Alcobaça assim como outro nas Caldas da Rainha. Não esquecer o projecto de formação em Figueiró dos Vinhos. Temos os Corvos do Lis, algo que há muito desejava na cidade de Leiria. Temos uma lança metida no Louriçal e outra na Colectividade da Charneca, isto no concelho de Pombal. Temos um projecto no Rio Seco. Temos um projecto especial, num Colégio dirigido por freiras. Temos o Bombarral como actual capital, com toda a força de duas equipas, sede da AXL e muitos projectos no horizonte. Temos torneios que nunca mais acabam! Temos o mais importante árbitro de Portugal. Temos o mais impetuoso dirigente do país. Temos alguns filósofos. Temos de tudo, até alguns difíceis de colaborar. Temos até um velho do Restelo!

Temos até um projecto de grande mérito, nascido da alma do nosso António Mamede Diogo, em que os beneficiados traíram com a sua ilógica saída do nosso distrito! Considero ter sido uma atitude imbecil. Ainda por demais sendo um contencioso entre o seu projecto e o clube que ele representou mais de vinte anos com dignidade e humildade e perante uma amizade tão sólida, entre ele e o meu querido amigo João Duarte Santos. Patetas!

Por todas estas razões que fui apresentando, não me foi possível recusar o pedido para ser o coordenador do xadrez jovem no Distrito de Leiria. Prometo utilizar a minha capacidade nessa tarefa!

Muita coisa ficou omissa neste texto, mas Roma e Pavia não se fizeram num dia. Escrever dá-me gozo, razão do meu blogue, por isso por cá andarei se tiver arte e engenho.

Posso dizer, é que estou feliz com o andar da carruagem.

Força rapazes!

Comeira, 6 de Outubro de 2013
José Bray


























segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Comentários anónimos...

Comentários anónimos…
Amigos, há muito que desejava fazer uma observação sobre os comentários que recebo neste blogue. Decidi esta tarde, não deixar passar de hoje.
Gosto muito de receber comentários, a partir deles posso aprender e depois corrigir. Posso também poder esclarecer os meus pontos de vista.
Se algum comentário ultrapassar a barreira do conveniente, tenho sempre a hipótese de anular o mesmo. Mas os outros, mesmo os mais críticos, serão mantidos.
Em princípio responderei a todos. A todos não!
Aos comentários anónimos não responderei, nem darei qualquer esclarecimento. Não respondo, não sabendo quem os faz.
Se forem correctos serão mantidos, se  forem incorrectos terei de os anular.
Não entendo porque razão um comentário, por vezes tão construtivo, tão bem escrito, o seu autor se esconde por detrás do anonimato.
Não entendo!
José Bray


domingo, 29 de setembro de 2013

"Do nascer ao pôr-do-sol" de Luís Veiga


Amigo e camarada Luís Alberto Veiga, presente!
Na montanha, no mar ou na cidade, tu estás dentro “Do nascer ao pôr-do-sol”. Direi mais, tu também estás do pôr ao renascer do mesmo sol.
Ao ler a tua narrativa, enorme lição de vida, um bom livro, deixei-me embrenhar nas suas páginas e dou-te os parabéns por tudo o que foi escrito e a emoção que me causou.
A tua escrita tem emoção, tem humor, tem sofrimento e além de tudo o mais, tem muito para ensinar. Sinto que estou lá, não estando, mas depois estou mesmo.
Percorremos os dois, o mesmo espaço-tempo, vidas diferentes mas parecidas. Parece um paradoxo, mas não é para falar de mim que escrevo este texto.
“Do nascer ao pôr-do-sol”, está muito bem escrito, a obra está estruturada com inteligência. A partir do momento em que o leitor agarra o sabor das palavras, percorre com prazer cada página, não mais saindo de dentro do livro até, à dedicatória final.
Luís Veiga foi um combatente, em cada momento da sua vida, sempre guerreando pela paz e bem-estar dos seus, mas também dos amigos.
O livro é uma lição para nós todos. O autor teve a preocupação de não fazer uma obra lamechas ou de gabarolices. É impressionante a dimensão do seu amor à família, à Fátima, filhas e netos.
As estórias de vida contadas e vividas por ele, são testemunhos de um forte carácter e grande capacidade de liderança. Têm moral, dignidade, sentimento, humor e acima de tudo muita humanidade.
Adorei o seu “Do nascer ao pôr-do-sol”
Conheci o Veiga no quartel de Engenharia na Pontinha em 1966, mas só reparei nele durante a viagem no navio Uíge, quando partimos para a guerra em Angola. De imediato apercebi-me da sua capacidade de lutador e forte personalidade.
Em Angola não tivemos contacto permanente, embora fossemos os dois da mesma companhia. Contudo foi o suficiente para conhecer o ser humano. Aprendi a respeitar o Luís Veiga e ver nele um líder natural. Confesso que não foi o meu principal amigo, mas foi aquele que considerei mais adulto e mais preparado para a vida.
Tudo o que digo encontra-se no seu livro. Nos convívios da CC 1604 foi o camarada que mais trabalhou a par com o Joaquim Carvalho. Foi devido à sua dinâmica e capacidade de liderança que permitiu o reencontro de tantos camaradas.
Obrigado pelo livro Luís Veiga, és um escriba de mão cheia. Não pares, queremos mais!

O amigo e camarada
José Bray

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Vermelho versus encarnado

Vermelho versus encarnado
Gostava de escrever um conto com tinta vermelha. Porque razão está quase instituída como norma que só se deve escrever a preto ou a azul? Ainda se aceita com reservas o verde. Parece-me ser uma tolice, ainda por cima quando dizem ser uma desconsideração. Conheço pessoas que gostam de escrever em cor-de-rosa, outros, foi o meu caso, a roxo ou parecido. Devemos escrever em qualquer cor, o importante é o acto de escrever. Hoje apetece-me escrever a vermelho, ou encarnado no dizer de muita gente.
O problema é que um conto hoje não vai ser parido, pois não me sinto prenhe de talento e forçar é disparate. É quase como forçar a masturbação quando o organismo não pede.
Estou escrevendo só porque me dá gozo escrever, é uma forma de afastar pensamentos que me não dão prazer. Amanhã a minha mãe faz noventa anos, hoje a sua irmã Maria fez oitenta e nove. Penso que um outro amigo faz hoje anos, mas não me lembro qual.
Daqui a pouco vou falar com o Fidalgo por causa do Museu do Xadrez.
Comeira, 23 de Julho de 2013

Tomate Maduro

sábado, 21 de setembro de 2013

Xadrez - Direcção da A. X. Leiria para 2013/2015

Xadrez – Nova Direcção da A. X. Leiria
Ontem dia 20 de Setembro de 2013, foi eleita a nova Direcção da Associação de Xadrez de Leiria.
Como na anterior, nesta Direcção com os meus amigos Rui Feio e João Santos fazemos parte da Mesa da Assembleia Geral. Na minha honesta opinião a Mesa está bem representada. No meu caso pessoal aceitei continuar porque penso ser necessária uma voz que apele ao bom senso e à concórdia.
Evidentemente que concordei com a actual lista. Penso que é gente muito equilibrada e podem fazer alguma coisa pelo xadrez do distrito. Afinal o bem do xadrez é a minha principal preocupação.
Mas não sou ingénuo, sei que existem ingredientes que podem vir a destabilizar o futuro da Associação. Por isso na sua acção, a Direcção tem de ter o tacto necessário para não deixar resvalar para zonas de risco. Por sua vez todos os Clubes devem ter uma postura condizente com a sua missão e os jogadores, directores, monitores e árbitros devem ter um comportamento cívico digno.
O Presidente e a restante Direcção, tudo têm de fazer para não haver conflitos, e se os houver têm de os sanar.
Como já disse neste blogue, a Associação de Xadrez de Leiria é o órgão legal do Distrito todo. Representa os 16 concelhos, tem de se preocupar e promover a modalidade em todos. A Direcção da Associação, do Presidente ao Vogal não pode pensar só no seu Clube.
Dou os parabéns à Equipa (agora eleita) que tem condições e saber para fazer um bom trajecto. Pela parte que me toca, estou disponível para todas as tarefas que me sejam solicitadas, desde que sejam construtivas e eu concorde com elas.

Direcção da Associação de Xadrez de Leiria para o biénio 2013/14

Direcção
Presidente: Carlos Dias
Vice-Presidente: Carlos Baptista
Secretário: Gonçalo Francisco
Tesoureiro: Mário Canaverde
Vogal: Jorge Silva

Assembleia Geral
José Bray
Rui Feio
João Santos

Conselho Fiscal
Daniel Silva
José Henrique
Rui Silva

Conselho Disciplina
Ricardo Oliveira
Duarte Basílio
José Fidalgo

Conselho Arbitragem
Rui Lopes
Pedro Rodrigues
Rafael Correia

Nota que considero importante! Todos os directores têm de produzir, não há nada mais corrosivo numa Direcção do que elementos amorfos e que só entram nas listas para preencher o quadro.

José Bray

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Xadrez - "Velho do Restelo", as alcunhas

As alcunhas no mundo do xadrez.
Um dia um amigo chamou-me “Velho do Restelo”. Não gostei, embora não tivesse ficado ofendido. Sei que foi uma brincadeira, na base de alcunhas a colar a cada um de nós.
Durante a minha vida já fui padrinho de algumas alcunhas que vestiam muito bem no visado, mas sempre com o cuidado de não ferir a dignidade de cada um, outros têm feito o mesmo.
O Vasco Elvas chamou ao nosso saudoso Carlos Quaresma o Dr. House, fabuloso.
O Rui Feio, chamou ao Carlos Baptista o Furacão, boa perspectiva. Ao mesmo Baptista apelidei de Indomável.
Voltando ao Rui Feio, para mim o Capitão América, mas um herói intelectual, nesse aspecto, nas antípodas do herói americano.
Entre nós o Carlos Dias era o Obelix, devido ao seu bigode e dimensão. Por seu lado o Vitor Cordeiro era o nosso Astérix devido às suas parecenças com a personagem da banda desenhada. A mim muitos puseram-me o Druida.
Por sua vez o Daniel Bray é “O Príncipe”.
E por aí fora não faltam alcunhas bem metidas…
Curiosamente, ou não, há pessoas que não têm perfil para serem apadrinhados por uma alcunha, ou que se possa fazer uma caricatura (desenho). Seja no sentido positivo ou no sentido negativo. São os chamados amorfos!
Agora uma coisa é certa e só falo no mundo do xadrez, nada tenho de “Velho do Restelo”, por isso o meu amigo que me perdoe. Para ele entender o seu erro vou dar-lhe algumas informações. Há mais mas não quero exagerar.
Uma coisa, tenho quase a certeza, tenho andado vinte anos à frente!
Cá vai a lista!
Lancei o torneio 25 de Abril na Marinha Grande, com nuances únicas.
Lancei o primeiro Nacional de semi-rápidas equipas.
Elaborei o projecto dos nacionais de equipas. Que outros abandalharam!
Fui o homem que proibiu fumar nos torneios de xadrez. Ainda a FIDE autorizava.
Promovi a criação do primeiro programa informático para os torneios suíços. O Protos que José Coelho foi o pai.
Escrevi a Bíblia da Gestão do Xadrez na A. X. Leiria, linha orientadora para as Direcções.
Tentei a criação de uma Academia central para o distrito. O que deu origem que alguns pensassem na sua Academia local. Eu queria uma Academia acoplada com a A. X. Leiria que apoiassem todos os Clube e promovesse o SABER na área do xadrez.
Como muitos sabem em Angola fundei a Academia de Xadrez de Luanda em 1973.
Tentei uma estrutura para receitas que permitissem capacidade para o Xadrez de Leiria evoluir. Isso partia por se criar uma Empresa em que os lucros iriam reverter a favor da modalidade e ainda poderia criar algum posto de trabalho.
Que aconteceu? É preciso explicar?
Além de tudo o mais, dou aulas de xadrez a custo zero, num projecto renovador, num Colégio exemplar.
Não ando trás de homenagens nem condecorações, nem sequer títulos. Amo o xadrez pela sua arte, ciência, filosofia e quase sentido religioso.
Como disse um dia. Troco qualquer título pelo Museu do Xadrez.
Encontram aqui alguma coisa de “Velho do Restelo”? Ou será que não sabem o que quer dizer “Velho do Restelo”?
É óbvio que alguns camaradas andaram nestes projectos comigo, bem-haja para eles, na parte positiva que lhes calhou, mas também alguns puseram areia na vaselina.
José Bray



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Daniel Bray - A época 2012/13

Daniel Bray o meu campeão
Terminou a época 2012/13 para o Daniel Bray e para o José Bray (eu). Mas não vou falar de mim mas sim do meu campeão Daniel Bray.
Daniel, jogou trinta e nove jogos de lentas, esta ultima época. Dezoito em provas oficiais, cinco no torneio João Santos, sete no torneio de Fátima e nove em La Capelle.
Em Portugal só perdeu três jogos, fazendo a percentagem de 75%.
No Elo internacional, subiu 120 pontos, estando no momento com 2161 pontos.
Renovou a seu título de campeão distrital absoluto de Leiria.
Na Preliminar Nacional, classificou-se em quarto lugar, sendo o jogador número nove da lista, no meio de setenta xadrezistas. Esta classificação foi a melhor de sempre de um jogador do Distrito de Leiria no campeonato nacional absoluto.
Em La Capelle, foi o melhor português ao conseguir fazer cinco pontos, contra adversários com uma média de 2300 pontos Elo.
Além disso teve inúmeros êxitos em rápidas e semi-rápidas.
De lamentar a sua não participação no nacional sub 20, devido à FPX ter mudado a data dos nacionais de jovens.

Mas acima de tudo Daniel é um campeão na postura, sendo admirado por todos!