sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Xadrez - "Velho do Restelo", as alcunhas

As alcunhas no mundo do xadrez.
Um dia um amigo chamou-me “Velho do Restelo”. Não gostei, embora não tivesse ficado ofendido. Sei que foi uma brincadeira, na base de alcunhas a colar a cada um de nós.
Durante a minha vida já fui padrinho de algumas alcunhas que vestiam muito bem no visado, mas sempre com o cuidado de não ferir a dignidade de cada um, outros têm feito o mesmo.
O Vasco Elvas chamou ao nosso saudoso Carlos Quaresma o Dr. House, fabuloso.
O Rui Feio, chamou ao Carlos Baptista o Furacão, boa perspectiva. Ao mesmo Baptista apelidei de Indomável.
Voltando ao Rui Feio, para mim o Capitão América, mas um herói intelectual, nesse aspecto, nas antípodas do herói americano.
Entre nós o Carlos Dias era o Obelix, devido ao seu bigode e dimensão. Por seu lado o Vitor Cordeiro era o nosso Astérix devido às suas parecenças com a personagem da banda desenhada. A mim muitos puseram-me o Druida.
Por sua vez o Daniel Bray é “O Príncipe”.
E por aí fora não faltam alcunhas bem metidas…
Curiosamente, ou não, há pessoas que não têm perfil para serem apadrinhados por uma alcunha, ou que se possa fazer uma caricatura (desenho). Seja no sentido positivo ou no sentido negativo. São os chamados amorfos!
Agora uma coisa é certa e só falo no mundo do xadrez, nada tenho de “Velho do Restelo”, por isso o meu amigo que me perdoe. Para ele entender o seu erro vou dar-lhe algumas informações. Há mais mas não quero exagerar.
Uma coisa, tenho quase a certeza, tenho andado vinte anos à frente!
Cá vai a lista!
Lancei o torneio 25 de Abril na Marinha Grande, com nuances únicas.
Lancei o primeiro Nacional de semi-rápidas equipas.
Elaborei o projecto dos nacionais de equipas. Que outros abandalharam!
Fui o homem que proibiu fumar nos torneios de xadrez. Ainda a FIDE autorizava.
Promovi a criação do primeiro programa informático para os torneios suíços. O Protos que José Coelho foi o pai.
Escrevi a Bíblia da Gestão do Xadrez na A. X. Leiria, linha orientadora para as Direcções.
Tentei a criação de uma Academia central para o distrito. O que deu origem que alguns pensassem na sua Academia local. Eu queria uma Academia acoplada com a A. X. Leiria que apoiassem todos os Clube e promovesse o SABER na área do xadrez.
Como muitos sabem em Angola fundei a Academia de Xadrez de Luanda em 1973.
Tentei uma estrutura para receitas que permitissem capacidade para o Xadrez de Leiria evoluir. Isso partia por se criar uma Empresa em que os lucros iriam reverter a favor da modalidade e ainda poderia criar algum posto de trabalho.
Que aconteceu? É preciso explicar?
Além de tudo o mais, dou aulas de xadrez a custo zero, num projecto renovador, num Colégio exemplar.
Não ando trás de homenagens nem condecorações, nem sequer títulos. Amo o xadrez pela sua arte, ciência, filosofia e quase sentido religioso.
Como disse um dia. Troco qualquer título pelo Museu do Xadrez.
Encontram aqui alguma coisa de “Velho do Restelo”? Ou será que não sabem o que quer dizer “Velho do Restelo”?
É óbvio que alguns camaradas andaram nestes projectos comigo, bem-haja para eles, na parte positiva que lhes calhou, mas também alguns puseram areia na vaselina.
José Bray



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Daniel Bray - A época 2012/13

Daniel Bray o meu campeão
Terminou a época 2012/13 para o Daniel Bray e para o José Bray (eu). Mas não vou falar de mim mas sim do meu campeão Daniel Bray.
Daniel, jogou trinta e nove jogos de lentas, esta ultima época. Dezoito em provas oficiais, cinco no torneio João Santos, sete no torneio de Fátima e nove em La Capelle.
Em Portugal só perdeu três jogos, fazendo a percentagem de 75%.
No Elo internacional, subiu 120 pontos, estando no momento com 2161 pontos.
Renovou a seu título de campeão distrital absoluto de Leiria.
Na Preliminar Nacional, classificou-se em quarto lugar, sendo o jogador número nove da lista, no meio de setenta xadrezistas. Esta classificação foi a melhor de sempre de um jogador do Distrito de Leiria no campeonato nacional absoluto.
Em La Capelle, foi o melhor português ao conseguir fazer cinco pontos, contra adversários com uma média de 2300 pontos Elo.
Além disso teve inúmeros êxitos em rápidas e semi-rápidas.
De lamentar a sua não participação no nacional sub 20, devido à FPX ter mudado a data dos nacionais de jovens.

Mas acima de tudo Daniel é um campeão na postura, sendo admirado por todos!

Os Malandros do Cruzeiro

Os Malandros do Cruzeiro

José Capote Gonçalves, para a minha pessoa o “Capotásio”. Companheiro de muitas aventuras. Trinta e dois meses, foi o nosso comum tempo militar. Foi a época do “Desassossego”, o tempo em que éramos camaradas por definição, mas amigos por opção!
Depois passaram-se quarenta e cinco anos...
Foi com o maior regozijo que tomei conhecimento que o Capote estava prenhe de um desejo. Mais tarde com igual satisfação recebi a notícia do nascimento da criança chamada “Os Malandros do Cruzeiro”.
Sendo o meu amigo Capote um artista plástico com muito mérito, admirei a sua coragem ao entrar no universo maravilhoso da língua portuguesa, a nossa pátria.
Fizeste bem Capote!
Sou um escriba compulsivo, mas não critico. Contudo senti no livro a alma do meu amigo. A sua irreverência, que acompanhei durante quase três anos nesses longínquos tempos de sessenta e seis a sessenta e oito, já após o famoso Maio.
Nos Malandros do Cruzeiro, está retratada com humor a adolescência e menos adolescência dos grupos de amigos que nos anos 50 e 60, abundavam na linha de Cascais. Rapaziada na busca da felicidade no obscurantismo do Estado Novo.
No livro do meu amigo, de uma forma camuflada, também está o “Desassossego” do nosso tempo de guerra colonial. Tempo da esperança perdida!
Meu amigo, José Capote Gonçalves, agora que deste à luz este filho, não pares! Por cá ficamos à espera de um irmão para “Os Malandros do Cruzeiro”.
Um abraço do tamanho da nossa amizade!
José Bray
Comeira, 11 de Setembro de 2013


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Associação de Xadrez de Leiria - Esclarecimento

Para que não fiquem dúvidas, vou dar alguns esclarecimentos. Faço em letra bem grande para ser fácil de ler.
As críticas que faço na mensagem de vinte e sete de Julho, não são pessoais, não se destinam a ninguém em especial, destinam-se a todos nós, onde também me incluo. Não persigo ninguém.
Defendo que a Associação de Xadrez de Leiria, é soberana no Xadrez, no espaço do Distrito de Leiria, seja; Alvaiázere, Pedrógão, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Pombal, Leiria, Batalha, Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Bombarral.
A Direcção que for eleita para a Associação de Xadrez de Leiria, tem obrigação de colocar os interesses do Distrito acima dos interesses do Clube a que pertencer. É óbvio, se os interesses tiverem sinergias comuns, melhor.
Evidentemente cada um pode e deve trabalhar em prole do seu Clube, o melhor que souber, com a colaboração da Associação. Mas nunca esvaziando o organismo soberano.
Não compreendo e não aceito, que alguém queira fazer tudo só para si no espaço do seu clube e mesmo do seu concelho. Se não conseguirmos separar as águas, não devemos aceitar cargos na Direcção da Associação de Xadrez.
A Associação de Xadrez é a gestora do Xadrez no Distrito. Deve organizar, promover e formar, deve calendarizar provas, oficiais e privadas. Tudo com a colaboração dos Clubes.
Todos sabemos que as coisas não se passam assim, embora muito trabalho seja feito, no mercado paralelo.

Amigos, penso que expliquei o meu ponto de vista!
José Bray

domingo, 28 de julho de 2013

Gestão da A. X. de Leiria - estou desiludido!

Ando nisto do xadrez há muitos anos, desde 1972! Informo desde já que sou um grande sorna, só faço o que não posso deixar de fazer. Tenho uma teoria muito simplista, ninguém nasceu para trabalhar, muito menos para estudar. Vejam por isso o meu drama, só queria jogar o xadrez, dar pasto à mente e nada mais. Ganhar ou perder não tinha importância. Entretanto fui sendo apanhado em sucessivas armadilhas.
Mas, há sempre um mas. Os gestores do xadrez de um modo geral eram uma trampa. É lógico, um bom gestor está-se cagando para uma área que não dá dinheiro. Mas na verdade há sempre os dom Quixote, sou sem dúvida um deles, por isso fiquei agarrado toda a vida a uma serie de projectos. 
Comecei por fundar a Academia de Xadrez de Luanda, depois mais tarde fundei o Núcleo de Xadrez Marinha Grande. Fui fundador de outras trampas que até tenho vergonha em falar, não por mim mas pelos meus sócios que só raciocinavam com o umbigo.
Na Associação de Xadrez de Leiria fizemos maravilhas, mas depois uns amigos da onça que não faziam parte da minha equipa directiva, quiseram torpedear tudo, mandei-os dar uma volta. Claro que abandonei a Associação de Xadrez de Leiria, deixei um património rico, 1 100 jogos c/ tabuleiros, quase 40 relógios entre antológicos e electrónicos, sede com mobiliário, equipamento  informático completo e massa no banco. Nessa altura desisti!... Depois tudo desapareceu! Nunca me interessei em saber como. Tinha desistido!
A minha Direcção, que reunia regularmente sem faltas de comparência, fez um trabalho exemplar. Pensávamos em termos do Distrito e não em termos de um qualquer grupelho!
Depois tudo o vento levou! Material informático, peças, tabuleiros e relógios. Que conseguiram atingir os discípulos do diabo? Nada, nada de nada! Penacho, currículo e pouco mais!... 
E agora que temos? Uma Associação que é uma aberração, onde estão os interesses do xadrez no espaço que vai de Alvaiázere ao Bombarral? Tudo está a morrer e a desaparecer, excepto uma flor que nasce aqui e ali!
Estou muito desiludido com os nossos dirigentes!
Uma Associação tem de estar acima dos interesses mesquinhos de um qualquer grupelho! O grupelho tem direitos, então os seus defensores devem ficar nos seus lares e deixarem o distrito a quem tem uma visão global!
Amigos, pensem! Pensem! Tentem sair do vosso fato simplista! Não sejam como os governantes do país! Ou seja incompetentes!
Leiam a Bíblia de Gestão do Xadrez, talvez cheguem a uma conclusão!
Estou disponível para explicar o que não tenham entendido!
José Bray

sábado, 27 de julho de 2013

Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves

Museu do Xadrez
Às dezanove horas e trinta minutos do dia 26 de Julho de 2013 em Figueiró dos Vinhos, foi inaugurado o Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves. Estão de parabéns os autarcas locais, em especial relevo para o Rui Silva e para o José Fidalgo, assim como para todos que colaboraram no projecto e nas tarefas atribuídas. Parabéns sem dúvida para o Carlos Dias e para o António Curado, pela contribuição no trabalho e na cedência do espólio exposto nesta primeira fase na vida do jovem museu. Outros haverá, que deviam ser referenciados, mas por desconhecimento não o posso fazer.
A Academia de Xadrez do Bombarral fez-se representar por uma equipa de prestígio, o momento justificava e não podíamos ficar alheios. Acompanhado por Carlos Baptista, Rui Feio e Daniel Bray assentei arraiais na maravilhosa vila do norte do distrito.
Após um repasto que não foi bom nem mau, nem caro nem barato, sentados numa agradável esplanada com vista para os Paços do Concelho, jogámos umas partidas de xadrez. Entretanto juntou-se a nós o Carlos Dias e a companheira.
Às dezassete horas, fomos os seis ao salão nobre da Câmara Municipal assistir ao lançamento de um livro de poesia da autoria do poeta Alcides Martins. Em boa hora o fizemos, porque ao chegar ao salão só quatro pessoas se encontravam na audiência. Entretanto chegaram mais dois ou três, entre estes entrou o António Curado. Amavelmente a todos nós foi oferecido o livro com dedicatória do autor. Com o devido respeito transcrevo um soneto do Alcides.

À memória de Álvaro Gonçalves

Álvaro Gonçalves está no paraíso,
Ele que lutou na terra pela arte,
Hoje cantamos um hino em toda a parte,
Em sua homenagem com um sorriso.

Seu pensar consistente e preciso,
Fez lembrar um filósofo como sartre,
E nas estrelas todas até Marte,
Está sua imortalidade de sobreaviso

Os anjos tocarão no alto clarim,
Vestidos de brancas asas de cetim,
Lembrando a candura de sua alma.

Cantaremos ao som do bandolim,
As músicas que ele ouviu, enfim,
Quando partiu naquela tarde calma.
Alcides Martins

Às dezanove horas fomos inaugurar uma avenida dedicada a um ilustre local, mas que neste momento não sei o nome. Estivemos todos, aqui sim já havia bastante gente.
Dessa avenida partimos então para o Casulo, a Casa José Malhoa, para então finalmente ser inaugurado o Museu do Xadrez, após visita a outros espaços museológicos.
Ficamos todos muito felizes e bem impressionados pelo que vimos e especialmente por todo a trabalho desenvolvido. As duas salas estavam bem estruturadas e com coisas de interesse. O espólio exposto no Museu é quase na totalidade pertença de Carlos Dias e António Curado, mas muitas outras peças estão já em armazém por evidente falta de espaço.
Depois seguiu-se um agradável jantar no Parque oferecido pela autarquia. Estabeleceu-se um ambiente cordial e de grande amizade. Debateram-se ideias para o futuro do Museu e do Xadrez em geral.
Não posso deixar de lamentar a ausência de pessoas com obrigações na modalidade, caso da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez e outros.
O Museu Dr. Álvaro Gonçalves, é uma pedrada no charco na apatia do xadrez nacional, a partir de agora nada mais vai ser igual. Portugal tem finalmente o Museu do Xadrez.
Estou convencido que muita coisa boa vai acontecer a partir daqui. Os amantes do xadrez, passaram a ter um local para onde podem enviar o seu espólio, evitando assim que o mesmo vá parar ao lixo.
O obrigado de todos nós à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e aos seus autarcas.
José Bray


terça-feira, 23 de julho de 2013

Os xadrezistas do senhor Alcobia

Os xadrezistas do senhor Alcobia
O meu amigo, o senhor Alcobia tem uma Escola de Xadrez para jovens e menos jovens. O meu amigo, o senhor Alcobia está levando a efeito um trabalho brilhante. Direi mais, uma tarefa brilhante e utópica.
Vossemecê pergunta. – Mas que tem  isso de especial? Não faltam pelo país fora escolas de xadrez para jovens e menos jovens. Utópico porquê?
O meu amigo, o senhor Alcobia tem a certeza que os seus meninos têm tanta capacidade como os meninos das tais escolas que há pelo país fora. Ele até defende que os seus meninos têm ou não, alma, como os meninos das tais escolas que há pelo país fora.
Um dia disse-lhe que não acreditava no acreditar dele. O meu amigo, o senhor Alcobia quase se zangou comigo. Então o meu amigo, o senhor Alcobia garantiu que me ia provar que a sua opinião estava certa e demonstrar que o seu projecto não era utópico e muito menos brilhante. Para o meu amigo, o senhor Alcobia, tudo não passava de um trabalho trivial mas levado a efeito com profissionalismo, embora voluntário. Os seus meninos nada pagavam na sua Escola de Xadrez. Disse-me o meu amigo, senhor Alcobia.
- Vou preparar os meus jovens para os nacionais sub 8 e o amigo vai depois poder analisar os resultados.
Chamei doido ao meu amigo, o senhor Alcobia. Fizemos uma aposta, mas uma aposta simbólica, só por graça.
O caro leitor não deve estar a entender nada desta escrita da treta, mas eu explico. O meu amigo, o senhor Alcobia, tem uma Escola para jovens chimpanzés a quem ensina várias matérias incluindo xadrez. Ainda argumentei. – Amigo Alcobia, é uma tolice tentar pôr um símio a jogar xadrez, um jogo tão complicado.
Neste ponto da conversa, o meu amigo, o senhor Alcobia quase voltou a zangar-se com este escriba, mas como pessoa cordial e sensata aguentou a irritação.
- Amigo, não seja xenofobista, os meus jovens são os símios mais inteligentes, os meus jovens são tão capazes como os meninos humanos e têm ou não, alma como eles.
- Quero provas, quero provas, amigo Alcobia. Disse-lhe com ironia e cepticismo.
O tempo passou, o meu amigo, o senhor Alcobia, lá foi ensinando os jovens chimpanzés; os movimentos, os mates elementares, o mate pastor, uns finais simples, e mais uns pequenos truques.
Quando chegou a altura dos nacionais o meu amigo, o senhor Alcobia lá foi inscrever os seus jovens sub 8 na Federação de Xadrez. Claro que foi muito polémica a inscrição dos seus xadrezistas, mas o meu amigo, senhor Alcobia argumentou que eles também eram filhos de Deus.
Os responsáveis federativos do xadrez quiseram dar uma lição ao presunçoso e teimoso, ou seja, ao meu amigo, o senhor Alcobia, meu companheiro de muitos anos. Então numa de gozo aceitaram os jovens chimpanzés no campeonato.
O trabalho dos chimpanzés estava facilitado, nessa altura não era obrigatório anotar as partidas. Os meninos humanos não sabiam escrever, em contrapartida os jovens símios sabiam a escrita da selva que aprenderam com os pais, coisa que os pais dos humanos não faziam.
O nacional foi renhido, era ver quem mais disparate fazia. Para espanto de todos, menos do meu amigo, o senhor Alcobia, foi um chimpanzé a vencer. De imediato dei o braço a torcer, melhor, dei mesmo os dois.
O meu amigo, o senhor Alcobia, homem simples e honesto, ao contrário do que pensavam os responsáveis federativos, na entrega dos prémios disse-me.
- Nada fiz de especial, na verdade os chimpanzés são inteligentes, o meu mérito não foi nenhum.
- Mas eles venceram os meninos humanos. Então qual foi a razão para isso acontecer?
- Muito simples, os meninos humanos, vão mal preparados para os torneios, os pais e os professores fazem deles uns macaquinhos de imitação. Como se sabe os macaquinhos são mais incapazes que os chimpanzés. Não foi difícil preparar os meus jovens chimpanzés com seriedade no ensino, coisa que não há no ensino dos humanos.
Fiquei a pensar que o meu amigo, o senhor Alcobia tinha razão. Os pais por vaidade e os professores por interesse, são os responsáveis pelo disparate de enviar crianças sem o mínimo de preparação para os nacionais. Felizmente há uma ou duas excepções.
- Obrigado Alcobia, até sempre.
Vinte e dois de Julho de 2013
José Bray