sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Associação de Xadrez de Leiria - Esclarecimento

Para que não fiquem dúvidas, vou dar alguns esclarecimentos. Faço em letra bem grande para ser fácil de ler.
As críticas que faço na mensagem de vinte e sete de Julho, não são pessoais, não se destinam a ninguém em especial, destinam-se a todos nós, onde também me incluo. Não persigo ninguém.
Defendo que a Associação de Xadrez de Leiria, é soberana no Xadrez, no espaço do Distrito de Leiria, seja; Alvaiázere, Pedrógão, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Pombal, Leiria, Batalha, Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Bombarral.
A Direcção que for eleita para a Associação de Xadrez de Leiria, tem obrigação de colocar os interesses do Distrito acima dos interesses do Clube a que pertencer. É óbvio, se os interesses tiverem sinergias comuns, melhor.
Evidentemente cada um pode e deve trabalhar em prole do seu Clube, o melhor que souber, com a colaboração da Associação. Mas nunca esvaziando o organismo soberano.
Não compreendo e não aceito, que alguém queira fazer tudo só para si no espaço do seu clube e mesmo do seu concelho. Se não conseguirmos separar as águas, não devemos aceitar cargos na Direcção da Associação de Xadrez.
A Associação de Xadrez é a gestora do Xadrez no Distrito. Deve organizar, promover e formar, deve calendarizar provas, oficiais e privadas. Tudo com a colaboração dos Clubes.
Todos sabemos que as coisas não se passam assim, embora muito trabalho seja feito, no mercado paralelo.

Amigos, penso que expliquei o meu ponto de vista!
José Bray

domingo, 28 de julho de 2013

Gestão da A. X. de Leiria - estou desiludido!

Ando nisto do xadrez há muitos anos, desde 1972! Informo desde já que sou um grande sorna, só faço o que não posso deixar de fazer. Tenho uma teoria muito simplista, ninguém nasceu para trabalhar, muito menos para estudar. Vejam por isso o meu drama, só queria jogar o xadrez, dar pasto à mente e nada mais. Ganhar ou perder não tinha importância. Entretanto fui sendo apanhado em sucessivas armadilhas.
Mas, há sempre um mas. Os gestores do xadrez de um modo geral eram uma trampa. É lógico, um bom gestor está-se cagando para uma área que não dá dinheiro. Mas na verdade há sempre os dom Quixote, sou sem dúvida um deles, por isso fiquei agarrado toda a vida a uma serie de projectos. 
Comecei por fundar a Academia de Xadrez de Luanda, depois mais tarde fundei o Núcleo de Xadrez Marinha Grande. Fui fundador de outras trampas que até tenho vergonha em falar, não por mim mas pelos meus sócios que só raciocinavam com o umbigo.
Na Associação de Xadrez de Leiria fizemos maravilhas, mas depois uns amigos da onça que não faziam parte da minha equipa directiva, quiseram torpedear tudo, mandei-os dar uma volta. Claro que abandonei a Associação de Xadrez de Leiria, deixei um património rico, 1 100 jogos c/ tabuleiros, quase 40 relógios entre antológicos e electrónicos, sede com mobiliário, equipamento  informático completo e massa no banco. Nessa altura desisti!... Depois tudo desapareceu! Nunca me interessei em saber como. Tinha desistido!
A minha Direcção, que reunia regularmente sem faltas de comparência, fez um trabalho exemplar. Pensávamos em termos do Distrito e não em termos de um qualquer grupelho!
Depois tudo o vento levou! Material informático, peças, tabuleiros e relógios. Que conseguiram atingir os discípulos do diabo? Nada, nada de nada! Penacho, currículo e pouco mais!... 
E agora que temos? Uma Associação que é uma aberração, onde estão os interesses do xadrez no espaço que vai de Alvaiázere ao Bombarral? Tudo está a morrer e a desaparecer, excepto uma flor que nasce aqui e ali!
Estou muito desiludido com os nossos dirigentes!
Uma Associação tem de estar acima dos interesses mesquinhos de um qualquer grupelho! O grupelho tem direitos, então os seus defensores devem ficar nos seus lares e deixarem o distrito a quem tem uma visão global!
Amigos, pensem! Pensem! Tentem sair do vosso fato simplista! Não sejam como os governantes do país! Ou seja incompetentes!
Leiam a Bíblia de Gestão do Xadrez, talvez cheguem a uma conclusão!
Estou disponível para explicar o que não tenham entendido!
José Bray

sábado, 27 de julho de 2013

Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves

Museu do Xadrez
Às dezanove horas e trinta minutos do dia 26 de Julho de 2013 em Figueiró dos Vinhos, foi inaugurado o Museu do Xadrez Dr. Álvaro Gonçalves. Estão de parabéns os autarcas locais, em especial relevo para o Rui Silva e para o José Fidalgo, assim como para todos que colaboraram no projecto e nas tarefas atribuídas. Parabéns sem dúvida para o Carlos Dias e para o António Curado, pela contribuição no trabalho e na cedência do espólio exposto nesta primeira fase na vida do jovem museu. Outros haverá, que deviam ser referenciados, mas por desconhecimento não o posso fazer.
A Academia de Xadrez do Bombarral fez-se representar por uma equipa de prestígio, o momento justificava e não podíamos ficar alheios. Acompanhado por Carlos Baptista, Rui Feio e Daniel Bray assentei arraiais na maravilhosa vila do norte do distrito.
Após um repasto que não foi bom nem mau, nem caro nem barato, sentados numa agradável esplanada com vista para os Paços do Concelho, jogámos umas partidas de xadrez. Entretanto juntou-se a nós o Carlos Dias e a companheira.
Às dezassete horas, fomos os seis ao salão nobre da Câmara Municipal assistir ao lançamento de um livro de poesia da autoria do poeta Alcides Martins. Em boa hora o fizemos, porque ao chegar ao salão só quatro pessoas se encontravam na audiência. Entretanto chegaram mais dois ou três, entre estes entrou o António Curado. Amavelmente a todos nós foi oferecido o livro com dedicatória do autor. Com o devido respeito transcrevo um soneto do Alcides.

À memória de Álvaro Gonçalves

Álvaro Gonçalves está no paraíso,
Ele que lutou na terra pela arte,
Hoje cantamos um hino em toda a parte,
Em sua homenagem com um sorriso.

Seu pensar consistente e preciso,
Fez lembrar um filósofo como sartre,
E nas estrelas todas até Marte,
Está sua imortalidade de sobreaviso

Os anjos tocarão no alto clarim,
Vestidos de brancas asas de cetim,
Lembrando a candura de sua alma.

Cantaremos ao som do bandolim,
As músicas que ele ouviu, enfim,
Quando partiu naquela tarde calma.
Alcides Martins

Às dezanove horas fomos inaugurar uma avenida dedicada a um ilustre local, mas que neste momento não sei o nome. Estivemos todos, aqui sim já havia bastante gente.
Dessa avenida partimos então para o Casulo, a Casa José Malhoa, para então finalmente ser inaugurado o Museu do Xadrez, após visita a outros espaços museológicos.
Ficamos todos muito felizes e bem impressionados pelo que vimos e especialmente por todo a trabalho desenvolvido. As duas salas estavam bem estruturadas e com coisas de interesse. O espólio exposto no Museu é quase na totalidade pertença de Carlos Dias e António Curado, mas muitas outras peças estão já em armazém por evidente falta de espaço.
Depois seguiu-se um agradável jantar no Parque oferecido pela autarquia. Estabeleceu-se um ambiente cordial e de grande amizade. Debateram-se ideias para o futuro do Museu e do Xadrez em geral.
Não posso deixar de lamentar a ausência de pessoas com obrigações na modalidade, caso da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez e outros.
O Museu Dr. Álvaro Gonçalves, é uma pedrada no charco na apatia do xadrez nacional, a partir de agora nada mais vai ser igual. Portugal tem finalmente o Museu do Xadrez.
Estou convencido que muita coisa boa vai acontecer a partir daqui. Os amantes do xadrez, passaram a ter um local para onde podem enviar o seu espólio, evitando assim que o mesmo vá parar ao lixo.
O obrigado de todos nós à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e aos seus autarcas.
José Bray


terça-feira, 23 de julho de 2013

Os xadrezistas do senhor Alcobia

Os xadrezistas do senhor Alcobia
O meu amigo, o senhor Alcobia tem uma Escola de Xadrez para jovens e menos jovens. O meu amigo, o senhor Alcobia está levando a efeito um trabalho brilhante. Direi mais, uma tarefa brilhante e utópica.
Vossemecê pergunta. – Mas que tem  isso de especial? Não faltam pelo país fora escolas de xadrez para jovens e menos jovens. Utópico porquê?
O meu amigo, o senhor Alcobia tem a certeza que os seus meninos têm tanta capacidade como os meninos das tais escolas que há pelo país fora. Ele até defende que os seus meninos têm ou não, alma, como os meninos das tais escolas que há pelo país fora.
Um dia disse-lhe que não acreditava no acreditar dele. O meu amigo, o senhor Alcobia quase se zangou comigo. Então o meu amigo, o senhor Alcobia garantiu que me ia provar que a sua opinião estava certa e demonstrar que o seu projecto não era utópico e muito menos brilhante. Para o meu amigo, o senhor Alcobia, tudo não passava de um trabalho trivial mas levado a efeito com profissionalismo, embora voluntário. Os seus meninos nada pagavam na sua Escola de Xadrez. Disse-me o meu amigo, senhor Alcobia.
- Vou preparar os meus jovens para os nacionais sub 8 e o amigo vai depois poder analisar os resultados.
Chamei doido ao meu amigo, o senhor Alcobia. Fizemos uma aposta, mas uma aposta simbólica, só por graça.
O caro leitor não deve estar a entender nada desta escrita da treta, mas eu explico. O meu amigo, o senhor Alcobia, tem uma Escola para jovens chimpanzés a quem ensina várias matérias incluindo xadrez. Ainda argumentei. – Amigo Alcobia, é uma tolice tentar pôr um símio a jogar xadrez, um jogo tão complicado.
Neste ponto da conversa, o meu amigo, o senhor Alcobia quase voltou a zangar-se com este escriba, mas como pessoa cordial e sensata aguentou a irritação.
- Amigo, não seja xenofobista, os meus jovens são os símios mais inteligentes, os meus jovens são tão capazes como os meninos humanos e têm ou não, alma como eles.
- Quero provas, quero provas, amigo Alcobia. Disse-lhe com ironia e cepticismo.
O tempo passou, o meu amigo, o senhor Alcobia, lá foi ensinando os jovens chimpanzés; os movimentos, os mates elementares, o mate pastor, uns finais simples, e mais uns pequenos truques.
Quando chegou a altura dos nacionais o meu amigo, o senhor Alcobia lá foi inscrever os seus jovens sub 8 na Federação de Xadrez. Claro que foi muito polémica a inscrição dos seus xadrezistas, mas o meu amigo, senhor Alcobia argumentou que eles também eram filhos de Deus.
Os responsáveis federativos do xadrez quiseram dar uma lição ao presunçoso e teimoso, ou seja, ao meu amigo, o senhor Alcobia, meu companheiro de muitos anos. Então numa de gozo aceitaram os jovens chimpanzés no campeonato.
O trabalho dos chimpanzés estava facilitado, nessa altura não era obrigatório anotar as partidas. Os meninos humanos não sabiam escrever, em contrapartida os jovens símios sabiam a escrita da selva que aprenderam com os pais, coisa que os pais dos humanos não faziam.
O nacional foi renhido, era ver quem mais disparate fazia. Para espanto de todos, menos do meu amigo, o senhor Alcobia, foi um chimpanzé a vencer. De imediato dei o braço a torcer, melhor, dei mesmo os dois.
O meu amigo, o senhor Alcobia, homem simples e honesto, ao contrário do que pensavam os responsáveis federativos, na entrega dos prémios disse-me.
- Nada fiz de especial, na verdade os chimpanzés são inteligentes, o meu mérito não foi nenhum.
- Mas eles venceram os meninos humanos. Então qual foi a razão para isso acontecer?
- Muito simples, os meninos humanos, vão mal preparados para os torneios, os pais e os professores fazem deles uns macaquinhos de imitação. Como se sabe os macaquinhos são mais incapazes que os chimpanzés. Não foi difícil preparar os meus jovens chimpanzés com seriedade no ensino, coisa que não há no ensino dos humanos.
Fiquei a pensar que o meu amigo, o senhor Alcobia tinha razão. Os pais por vaidade e os professores por interesse, são os responsáveis pelo disparate de enviar crianças sem o mínimo de preparação para os nacionais. Felizmente há uma ou duas excepções.
- Obrigado Alcobia, até sempre.
Vinte e dois de Julho de 2013
José Bray 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sobrigal - prima Gertrudes Bray

Gertrudes Rosa Bray e Luís Silva
Ontem dia 4 de Julho fui até à Carvoeira, conforme combinado com o meu amigo José Manuel Cristóvão presidente da Junta da Freguesia da Carvoeira. Esta viagem tinha como objectivo visitar no Sobrigal, uns primos Bray, meus desconhecidos até este dia.
Primeiro parei na Ermegeira (Ermigeira), visitei a prima Felicidade e com ela estive a identificar os músicos da família em velhas fotos da filarmónica.  Cavaqueei e brinquei com alguns parentes, bebi um café acompanhado por um pastel de feijão. Após beber água na Fonte do Brejo, rumei ao destino passando por Monte Redondo, Quinta das Lapas e Matacães. Adoro fazer esta estrada, por ela passei a pé em 1957, por ela passou Maria das Dores com o filho António, em 1880 antes de falecerem. Estava um calor de fritar ovos nas rochas da serra de São Julião, o que valeu foi o ar condicionado da Rocinante (minha carrinha).
Já na Carvoeira reuni com o meu amigo que me indicou o local da residência dos Bray que ia visitar, fácil. Almocei no restaurante do amigo Cristóvão, foi bom e barato. Após o café zarpei para o Sobrigal via Carreiras. Encontrei logo o reino dos Bray, um semi-servo (humor) indicou-me a casa e a porta do Luís Silva seu patrão. Era ali mesmo, até porque conhecera a residência ao chegar ao local, devido às fotos que a prima Teresa Bray me tinha enviado há tempos.
O Luís Silva fazia repouso após a refeição do almoço, informou-me o semi-servo. Apareceu-me uma velhota,  bonita e muita expressiva, através do vidro do postigo. Foi muito engraçado a minha mímica para a senhora não ter medo e ficar descansada. Como sou muito velho na vida, fácil foi fazer charme e convencer a senhora. O meu teatro merece um texto que talvez o faço quando me der prazer de o escrever.
A senhora era a prima Gertrudes Rosa Bray de 82 anos, pequena, magrinha e curvado, com uns olhos lindos e expressivos. Deve ter sido muito bonita, elegante mas frágil. Entretanto apareceu o marido Luís Silva de 85 anos, bom físico em homem bem-parecido.
A alegria deles foi espontânea e verdadeira o que me deixou comovido. Durante quatro horas cavaqueámos sobre tudo. O primo desabafou, duvidava que eu aparecesse, percebi o porquê. Por tudo foi uma empatia simultânea.
Apercebi-me de um grande amor no casal, todos os gestos eram de grande sensibilidade. Bonito de ver!
Falou-se sobre a família a partir do José Pedro da Rosa Bray (José do Sobrigal) pai de Gertrudes e de mais uma série de irmãos, mas também da tia Mariana e da tia Amélia. Assimilei interessantes conhecimentos, mas penso não os divulgar sem troca de impressões com os vários interessados na investigação.
O senhor Luís Silva é uma figura emblemática, antigo campeão de luta grego/romana é figura grada do Carnaval de Torres Vedras, tendo já ido à televisão dar show.
Sentados num banco corrido, à sombra da adega, apreciando uma vista de grande beleza, em que os verdes e a geometria das árvores me davam prazer ilimitado, Luís Silva contou estórias de vida que me encantaram. Por fim a grande surpresa, recitou versos muito interessantes, poemas que ele fez de improviso através da vida. Quem me conhece sabe a fascínio que sinto por poetas populares.
Chegou a hora da despedida, felizes pediram-me (exigindo) que aparecesse muitas vezes, claro que prometi. Vou aparecer sim!
Fiquei feliz por eles, mas também por mim.
4/7/2013
José Bray



domingo, 30 de junho de 2013

Daniel Bray, um grande campeão

Daniel Bray, representando a Academia de Xadrez do Bombarral renovou o seu titulo de campeão absoluto de Xadrez do distrito de Leiria, ao derrotar uma forte concorrência, em seis jogos com seis vitórias. Apenas com dezanove anos, já venceu em 2009, 2011, 2012 e agora em 2013. Em segundo lugar ficou André Pinto e em terceiro Pedro Rodrigues. Os três melhores ficaram no pódio. 
O jovem talento tem vindo a somar vitórias nos mais diversos torneios, seja em rápidas, semi-rápidas ou lentas. Foi convocado para o estágio da selecção de jovens, mas devido aos estudos não poderá comparecer.
O distrital foi disputado nas magnificas instalações da Casa da Cultura de São Martinho do Porto. Excelente ambiente e muita camaradagem estiveram presentes em todas sessões.

Os Bray, a caminhada

Os Bray, a caminhada
Alguns primos pediram-me para de uma forma simples fornecer informações dos nossos antecedentes. Já escrevi alguns textos, a sua actualidade depende de cada informação recolhida por todos que se dedicam à investigação do nosso apelido.
Banda da Ermegeira fundada em 1882
O meu bisavô é o jovem  sentado,  o ultimo à direita na imagem
Silvério Pedro da Rosa Bray

Esclareço desde já que esta recolha de dados foi feita por diversos investigadores, quase todos de nossa família, a mim só cabe parte. Mas os primos querem dados, por isso mãos ao trabalho.
Nas investigações para simplificar separo a estória da família em várias fases, a primeira até ao Agapito, depois até José Bray feitor na Quinta da Ermegeira, de seguida até à minha geração, acabando na fase contemporânea. Esta ultima fase, a cada um pertence, por isso não vou escrever sobre ela.
Para mim o casal Agapito/Violante é um pêndulo entre as duas primeiras fases.
São conhecidas quatro gerações nos antecedentes de António Agapito da Rosa Bray, todos nascidos na zona de S. Domingos de Carmões, vejamos:
Pedro Dias/Maria Francisca, nascidos por volta de 1650, trisavós do Agapito.
António Francisco (n1678) /Luzia da Conceição (n?), bisavós do Agapito.
Manuel Francisco (n1702) /Maria Josefa (n1710?), avós do Agapito.
António Francisco (Agapito Bray *) (n1742) /Joaquina Sant’ana (n1745), pais do Agapito
(* este ultimo foi o primeiro a assinar Bray ao ser padrinho de um casamento).
António Agapito da Rosa Bray nasceu a 24 de Março de 1776, casou a 4 de Junho de 1798 com Violante Maria Peregrina de Barcelos Barreto nascida a 14 de Junho de 1770. Violante era seis anos mais velha que o Agapito.
O Agapito, que se saiba teve quatro irmãos: Maria Rita (n1772), José (n1774), Anna (n1779) e Violante (n1782).
O Agapito era capitão ou coisa parecida, não sabemos de quê, exército, marinha de guerra ou navio mercante, são hipóteses.
São conhecidas três gerações nos antecedentes de Violante Maria Peregrina de Barcelos Barreto, todos dos Açores, excepto a mãe de Violante.
Matias de Barcelos/ Catarina Pacheco, nascidos por volta de 1670, bisavós de Violante.
Manuel de Barcelos (n1692) /Maria Luís (n1700), bisavós de Violante.
José de Barcelos Barreto (n1732) /Madalena Caetana (n?), casaram na Ajuda/Lisboa em 1762, pais de Violante.
A Violante que se saiba teve dois irmãos: Gertrudes (n1764) e Lourenço António de Barcelos (n1767), ambos mais velhos que Violante.
Esta família oriunda dos Açores, desde o tempo do povoamento da Terceira, veio para o Continente devido às calamidades que se abateram sobre o arquipélago a meio do século XVIII.
Para fechar esta primeira fase quero dizer que uma irmã do Agapito a Maria Rita já tinha casado com um irmão da Violante em 1796, tendo já o filho João Baptista nascido três meses antes do casamento.
Assim encerro a primeira fase, avancemos para a segunda.
O casal Agapito/Violante viveram na Corujeira freguesia de S. Domingos de Carmões, foram pais de cinco filhos: Francisco Xavier da Rosa Bray (n1800), Perpétua Carlota da Rosa Bray (n1803), António Pedro da Rosa Bray (n1807), Silvério Pedro da Rosa Bray (n1809) e Maria da Conceição (n?)
O nosso avoengo foi o António Pedro da Rosa Bray casado com Maria Sant’ana., pais de José Pedro da Rosa Bray que nasceu a 19 de Março de 1843, no mesmo dia mas em 1845 morre António Agapito nas vésperas de fazer 69 anos.
José Pedro da Rosa Bray casou com Maria das Dores (n20/1/1848) no dia 3 de Setembro de 1866.  O filho Silvério já tinha nascido.
Este casal após o casamento foi viver para a Quinta da Ermegeira, o José Bray como feitor da Quinta e a Maria das Dores como dama de companhia da Viscondessa.
Assim começou a saga dos Bray na Ermegeira.
O casal José Pedro da Rosa Bray/Maria das Dores, foram pais de seis filhos: Silvério Pedro da Rosa Bray (n1866), Maria Henriqueta (n1868), Luisa Maria (n1870), Mariana (n1872), Amélia (n1874), José Pedro da Rosa Bray, conhecido por José do Sobrigal (n1877) e António (n1879, f1/3/1880).
Conta-se que Maria das Dores foi com o bebé António visitar a família às Carreiras a terra de seus pais. No regresso ela e filho foram surpreendidos por forte temporal apanhando ambos uma grande molha. Ficaram doentes, falecendo dias depois, o menino a 1 de Março e a mãe a 6 do mesmo mês do ano de 1880. António tinha um ano e a mãe trinta e dois.
José Pedro da Rosa Bray mandou erigir um pequeno mas digno monumento, no cemitério do Maxial em memória da mulher Maria das Dores.
Chamo a atenção para, Pedro, Rosa e Bray serem apelidos, que se mantiveram nos nomes dos homens da família, pelo século XX dentro até ao Estado Novo.
Terminaram aqui as duas primeiras fases, entrando-se na fase moderna.
Com os filhos do José Bray/Maria das Dores, abriram-se caminhos diferentes, cada um seguiu a sua estrada. Silvério, Maria e Luisa viveram na Ermegeira, Mariana e José no Sobrigal e Amélia em Lisboa.
Nesta terceira fase que chamo de moderna, seguirei o meu trilho.
No meu caso o meu bisavô foi o Silvério Pedro da Rosa Bray casou com Henriqueta Maria, foram pais de cinco filhos: António Pedro da Rosa Bray (n1888), Mário Pedro da Rosa Bray (n1894), José Pedro da Rosa Bray (n1896), Maria Henriqueta Bray (n?) e Felicidade Bray (n?). Esta gente deu ao casal Silvério Bray/Henriqueta Maria, trinta e dois netos não contando os que terão fenecido em crianças.
A minha avó Maria Henriqueta Bray gerou a minha mãe Maria Alice Bray, meus tios Alberto, Damião, João e as tias Maria Correia, Carminda e Natalina, sete ao todo. O António teve um filho, Mário nove, José também nove e Felicidade seis.
Eu tomei o comboio da vida em 1943, minha filha Ana Maria Freire Bray em 1971, Isa Paula Freire Bray em 1976. Meus netos, o Daniel em 1994, António em 2009 e Alexandre em 2012.
Nesta caminhada, treze gerações aconteceram desde Pedro Dias/ Maria Francisca e doze desde Matias de Barcelos/ Catarina Pacheco.
Continuamos sem saber como entrou o apelido Bray na família, sabemos sim que um avoengo nascido em 1742 António Francisco, assinou Agapito Bray ao ser padrinho de um casamento.
Na primeira metade do século XVIII foi viver para Coimbra uma família com apelido Bray oriunda da Inglaterra, contudo não conseguimos fazer a ligação com os Bray de Carmões.
Quase tudo escrito neste texto tem documentação comprovativa, contudo pode haver alguma incorrecção. Se tal acontecer peço a vossa ajuda para se corrigir.
Marinha Grande, 30 de Junho de 2013
José Bray