Que interessa mais ao xadrez, existirem Mega clubes ou Micro clubes? Ou seja, por exemplo; um clube com 200 jogadores ou muitos com 10 jogadores?
Através dos tempos tenho pensado nesta questão. Como é óbvio os dois cenários são credíveis, têm as suas vantagens e as suas desvantagens.
Pessoalmente defendo a proliferação de Micro clubes (secções) que na sequência de um projecto bem elaborado venham a crescer. Vantagens na minha opinião: Motivação nos xadrezistas com vista a terem um lugar na equipa, formação de dirigentes, árbitros e monitores, permitindo que haja um clube em qualquer pequena povoação e nos bairros dos grandes centros populacionais, rivalidade entre clubes que levará a maior competitividade, envolvimento de mais organismos no processo de desenvolvimento da modalidade. Micro clubes, são ideais para secções de xadrez nos clubes desportivos e culturais e também nas escolas e universidades. Maior participação das comunidades locais. Desvantagens na minha opinião: Não encontro!
Durante muitas décadas para formar um clube de xadrez bastavam 8 jogadores federados, mais meia dúzia de xadrezistas e o sistema funcionava. A partir do momento em que o número de praticantes crescia em quantidade e qualidade, nascia naturalmente outro clube de xadrez, normalmente secção acoplada a outra qualquer colectividade. Conheci bem este fenómeno, sendo mesmo dinamizador do mesmo, durante a minha acção como dirigente. Assim proliferavam os clubes de xadrez.
Com o passar dos anos as regras mudaram. Antes um clube só podia ter uma equipa a jogar nos campeonatos nacionais em poule. Na taça de Portugal prova a eliminar, podia jogar com o número de equipas que quisesse e pudesse. Agora os clubes podem ter um numero indeterminado de equipas nas provas nacionais, dentro de certas regras. Vantagens na minha opinião: Maior racionalização de meios, financeiros, competitivos e de formação. Ideal para clubes que só se dediquem ao xadrez em centros de elevada densidade populacional. Desvantagens: Fuga dos jogadores para os Mega clubes, diminuindo a qualidade nos Micro clubes, diminuição de clubes com identidade própria e menor cobertura do xadrez no espaço nacional.
Na verdade muitas vezes há necessidade de fazer acertos e alterar, mas tudo deve ser bem ponderado. Não devemos andar ao sabor de um qualquer "Xico esperto" que chega e muda por mudar.
Em certa altura do passado, os campeonatos nacionais de equipas foram estruturados para uma quantidade de clubes que nada tinha a ver com a realidade nacional. A quantidade de clubes em especial na 3ª divisão era uma megalomania. Com isso mataram as provas distritais de equipas.
Tentaram resolver a insuficiência permitindo que cada clube tivesse as equipas que quisesse e pudesse. Então nasceram os Mega clubes com quatro, cinco e seis equipas em prova. Como efeito perverso mataram uma parte dos Micro clubes.
Actualmente, os campeonatos nacionais colectivos são uma coisa sem alma nem sentido, os distritais desapareceram e a taça de Portugal está moribunda.
Na 35ª edição da taça de Portugal ou seja esta época 2012/2013, estão inscritas 58 equipas mas os clubes representados são só 40! Num tempo não muito longínquo jogavam a Taça cento e muitas equipas. Está tudo dito!
Convém tentar adivinhar os efeitos perversos, para os evitar.
José Bray
Pessoalmente defendo a proliferação de Micro clubes (secções) que na sequência de um projecto bem elaborado venham a crescer. Vantagens na minha opinião: Motivação nos xadrezistas com vista a terem um lugar na equipa, formação de dirigentes, árbitros e monitores, permitindo que haja um clube em qualquer pequena povoação e nos bairros dos grandes centros populacionais, rivalidade entre clubes que levará a maior competitividade, envolvimento de mais organismos no processo de desenvolvimento da modalidade. Micro clubes, são ideais para secções de xadrez nos clubes desportivos e culturais e também nas escolas e universidades. Maior participação das comunidades locais. Desvantagens na minha opinião: Não encontro!
Durante muitas décadas para formar um clube de xadrez bastavam 8 jogadores federados, mais meia dúzia de xadrezistas e o sistema funcionava. A partir do momento em que o número de praticantes crescia em quantidade e qualidade, nascia naturalmente outro clube de xadrez, normalmente secção acoplada a outra qualquer colectividade. Conheci bem este fenómeno, sendo mesmo dinamizador do mesmo, durante a minha acção como dirigente. Assim proliferavam os clubes de xadrez.
Com o passar dos anos as regras mudaram. Antes um clube só podia ter uma equipa a jogar nos campeonatos nacionais em poule. Na taça de Portugal prova a eliminar, podia jogar com o número de equipas que quisesse e pudesse. Agora os clubes podem ter um numero indeterminado de equipas nas provas nacionais, dentro de certas regras. Vantagens na minha opinião: Maior racionalização de meios, financeiros, competitivos e de formação. Ideal para clubes que só se dediquem ao xadrez em centros de elevada densidade populacional. Desvantagens: Fuga dos jogadores para os Mega clubes, diminuindo a qualidade nos Micro clubes, diminuição de clubes com identidade própria e menor cobertura do xadrez no espaço nacional.
Na verdade muitas vezes há necessidade de fazer acertos e alterar, mas tudo deve ser bem ponderado. Não devemos andar ao sabor de um qualquer "Xico esperto" que chega e muda por mudar.
Em certa altura do passado, os campeonatos nacionais de equipas foram estruturados para uma quantidade de clubes que nada tinha a ver com a realidade nacional. A quantidade de clubes em especial na 3ª divisão era uma megalomania. Com isso mataram as provas distritais de equipas.
Tentaram resolver a insuficiência permitindo que cada clube tivesse as equipas que quisesse e pudesse. Então nasceram os Mega clubes com quatro, cinco e seis equipas em prova. Como efeito perverso mataram uma parte dos Micro clubes.
Actualmente, os campeonatos nacionais colectivos são uma coisa sem alma nem sentido, os distritais desapareceram e a taça de Portugal está moribunda.
Na 35ª edição da taça de Portugal ou seja esta época 2012/2013, estão inscritas 58 equipas mas os clubes representados são só 40! Num tempo não muito longínquo jogavam a Taça cento e muitas equipas. Está tudo dito!
Convém tentar adivinhar os efeitos perversos, para os evitar.
José Bray