Vou fazer algumas considerações sem intenção de deitar abaixo ou magoar quem quer que seja. Contudo penso serem oportunas.
A primeira prende-se com as condições nas salas onde se realizam as provas. Há muito que insisto e chamo a atenção para esta problemática. Uma sala de competição no xadrez tem de ter boa luz (não pode estar na penumbra), o silêncio tem de ser total (como numa Biblioteca). A sala tem de ter a dimensão em função do número de tabuleiros em competição, espaço para as mesas, cadeiras e corredores de acesso e espaço para público. As mesas têm de ter as dimensões com parâmetros correctos, comprimento, largura e altura. As cadeiras devem ser confortáveis e obedecer à altura das mesas. Tem de haver casas de banho perto das salas. Meus senhores não sejam permissivos, sejam exigentes. As salas devem ser certificadas para a competição!
Segunda consideração nada tem a ver com a primeira. Na minha opinião um evento de xadrez repetido em clube ou terra, não tem razão de ser se em simultâneo não houver um clube com xadrez organizado. Não faz sentido haver uma ou duas provas anuais em dado local e não existir lá uma secção de xadrez. Temos o exemplo da Lourinhã, excelente Festival de xadrez, nasceu e morreu sem o prometido Clube aparecer. Ouvi da boca do presidente da Câmara local que o Clube e o ensino iam ser uma realidade. Mas não foram! Temos também o exemplo da Cela Nova com torneios há muitos anos. E o Clube de xadrez onde está? Agora temos a Charneca - Pombal, iniciativas constantes. E Clube? Muitos outros casos haverá por este país fora. Meus amigos, um torneio que se repita em clube ou terra, dois ou três anos deve a partir daí ter um Clube ou secção de xadrez. Claro que não me refiro a eventos especiais com patrocinadores especiais, daqueles a armar ao prestigio de quem paga. Eu posso pagar para fazer um torneio no cimo do Montejunto e lá como é óbvio não irá nascer um Clube de xadrez.
A terceira consideração que se prende com a segunda é o caso do xadrez nas Escolas. Se há xadrez na Escola, deve haver Clube, seja na Escola ou na comunidade civil. Isto parece-me da mais elementar lógica!
A quarta consideração parece-me pertinente. Não quero ferir ninguém, nem se ofendam com o que vou escrever. A maior parte dos dirigentes da nossa modalidade não está preparada para a tarefa. Muita gente pensa que o facto de saberem mudar as peças isso lhe dá o mérito para certas tarefas. Isso é tremenda falácia. A verdade é que a incompetência grassa em quantidade. Razão principal do atraso no xadrez nacional. Os exemplos estão à vista de todos.
José Bray, 28/10/2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O Mendigo do Átrium
É verdade, morreu o mendigo do Átrium. Paz à sua alma, isto se a alma existir e o além também. Com cinismo digo o que qualquer mortal dirá. Foi o melhor que lhe pode ter acontecido, assim já não sofre mais! Mas estaremos certos? Penso que não. O ser humano só tem a vida para viver, esse é o seu património. Morreu, já não vive mais! Verdade de ”la Palice”.
Não era um homem idoso na idade, era sim velho na vida. Não era difícil prever o seu fim, era coisa de mais semana menos semana. Mesmo assim chocou-me a sua morte, morte há muito anunciada.
De certeza que não queria partir, mas este mundo cruel está-se nas tintas para quem está no fundo. O homem precisava de assistência, comida, roupa, medicamentos e algum carinho. Pergunto. Será que ELE se preocupa com estes casos? Deve estar muito distraído, ou então bandeou-se para o lado dos desnecessitados.
Devo ao mendigo um enorme favor, coisa do seu total desconhecimento enquanto ser vivente. Se existir algo para além da morte, agora já deve saber o quê.
Foi devido à sua frase. – Bom tarde, sou o mendigo do Átrium, preciso da sua ajuda. Que me levou a meter ombros à tarefa de escrever o “Vagabundo Filosofo e Utópico”.O meu trabalho de Julho deste ano.
Na brincadeira dizia aos amigos e amigas. Se o trabalho vier a público, os direitos de autor serão para o mendigo Átrium.
Afinal, vai ter direitos de autor! Como irá receber o prometido?
José Bray, 28/10/2012
Nota: O Átrium é um pequeno centro comercial na terra onde vivo.
Museu do Xadrez
Xadrezistas, é verdade! Vamos finalmente ter o museu dedicado ao xadrez. Era minha preocupação de há muito a não existência de um espaço onde se pudesse entregar os espólios escaquísticos que abundam por este nosso Portugal. Espaço que desse a todos garantias de conservação e exposição.
Confesso que durante anos com ajuda de alguns amigos injectei a ideia em muita gente e organismos, especialmente nas autarquias. Provoquei os detentores de espólios mais representativos. Todos concordavam mas a execução do projecto não acontecia. Recordo as conversas sobre este tema entre mim, Carlos Dias e António Curado. Os três, possuidores de espólio que junto dava para preencher mais que um museu. São: tabuleiros, peças, relógios, livros, revistas, postais, selos, quadros, troféus, medalhas, fotografias, computadores, filmes, e muitas coisas mais. A nossa preocupação era óbvia. Quando partirmos desta vida, para onde irá tudo o que temos? Provavelmente para o lixo, isto em grande parte dos casos. Pontualmente um descendente ou outro pensará com interesse e carinho naquilo que pertencia ao pai, marido, avô, irmão, filho, etc. Mas a maioria, está borrifando para os maníacos do xadrez.
Depois vieram as conversas com o Rui Silva amigo do coração sobre a hipótese do museu na sua autarquia. Tudo isto coincidente com o drama de Álvaro Gonçalves o mais forte xadrezista da sua região.
Há dias, tinha acabado de conquistar o título de campeão nacional de veteranos, recebi um telefonema que me emocionou. Era o Rui Silva presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos que me disse. José Bray, quero-te informar que a Autarquia que lidero decidiu avançar com o museu do Xadrez, contamos com tua colaboração neste processo. O museu terá a designação de “Doutor Álvaro Gonçalves” será instalado na casa José Malhoa estando a inauguração prevista para 24 de Junho de 2013 dia do concelho.
Fiquei muito feliz, trocava todos os meus títulos de campeão pelo nascimento de um museu dedicado ao xadrez! Está a acontecer a realização do meu sonho!
Amigos xadrezistas, agora já podem partir descansados, que o vosso espólio não tem o lixo como destino.
José Bray, Outubro 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Xadrez-Carlos Quaresma (1957/2010)
Carlos R. Quaresma
Conheci (mal) o Carlos Quaresma no Open de Leiria disputado em 1979 (?) em ritmo lento, aí comecei a conhecer o feitio especial desta irreverente personagem. Durante o torneio pouco reparei nele. Isso aconteceu na festa final. Os prémios além dos troféus eram em prendas comerciais. O Carlos ficou bem classificado, a prenda que lhe calhou foi um pequeno electrodoméstico. Ficou furioso e deitou fora a prenda. – Para que quero esta merda! – Este foi o seu cartão-de-visita. Depois desta cena, tive alguns pequenos contactos com o Carlos, no Orfeão de Leiria - Secção de Xadrez que ele chegou a dirigir.
Em Julho de 1983, estava com mais alguns amigos a criar um novo Clube de Xadrez na Marinha Grande. Para nos unir no projecto, decidimos no dia três desse mês ir disputar um aberto a Manteigas (no tempo em que o Marino Ferreira trabalhava no duro, para o xadrez na zona da Guarda). Lembrei-me de telefonar ao Carlos para ele ir connosco. Pensei. Boca que diz não também pode dizer sim. – Quaresma, a malta vai amanhã a Manteigas jogar um torneio, queres vir com a rapaziada? – Se calhar vou! – Então passo em tua casa às sete horas. Foi o que aconteceu e o Carlos veio para o xadrez marinhense até ao fim da sua vida.
Durante vinte e sete anos foi um grande camarada, embora caustico, corrosivo, mas sempre leal, aplicado e trabalhador. Era um anarquista e um humanista sincero. Nunca tive problemas com ele nestes vinte e sete anos. Sempre que ele vinha com a sua agressividade (falsa) eu mandava-o à merda! Olhava para mim e punha-se a rir.
Não parecia mas era um homem tímido e inadaptado para a vida, por isso usava como capa aquela forma agressiva de falar. No fundo não era nada disso.
Nas nossas viagens por todo o Portugal, as histórias da equipa eram de rir e chorar por mais, o Quaresma esteve no embrião de muitas. Lá para diante irei falar de algumas dessas aventuras.
O Quaresma era um mestre no xadrez, na equipa jogava em primeiro tabuleiro, dando luta aos fortes adversários que encontrava pela frente. No xadrez por correspondência chegou a M. I., além disso foi tetra campeão de Portugal, ao serviço do Núcleo de Xadrez Marinha Grande.
Marinha Grande, Julho de 2010Bray
Carlos Quaresma
Esta homenagem é feita por alguns dos seus amigos, com a colaboração e apoio do SOM, emblema que representou de 1983 até partir em 2010. Nesta homenagem penso ser justo incluir a Associação Xadrez de Leiria com quem colaborou e o Núcleo de Xadrez Marinha Grande, clube que ele ajudou a fundar em 1983.
É uma singela homenagem, mas pensamos que outras iniciativas se irão realizar na continuidade.
Esta homenagem a Carlos Quaresma é mais que merecida e já devia ter acontecido há mais tempo. Fez dois anos que o nosso amigo partiu. Mas continuamos a sentir sua falta, mas ele está presente no nosso imaginário, falo por mim, pelo Rui Feio, Carlos Dias, José Ribeiro, Mário Carvalho, Daniel Bray, Vitor Cordeiro, e muitos amigos mais. Saiu da vida de forma precoce e após muito sofrimento! Carlos Quaresma, tinha um carácter e uma personalidade muito especial, alguns incomodavam-se com a sua maneira de ser. Não era fingido, mas era tímido, essa timidez dava vazão a uma agressividade que por vezes afastava as pessoas. Mas quem entrassem no seu íntimo sabia que essa aridez era uma fachada para se proteger. Carlos Quaresma, era um profissional muito competente e não aceitava a mediocridade na sua profissão. Não tendo qualquer prurido em desancar nos colegas professores que não dominavam as matérias que ensinavam.
Carlos Quaresma, era um homem muito inteligente e com uma memória fora do normal, decorava os informatas para depois ganhar dinheiro em apostas. Ele compreendeu o xadrez estratégico como poucos em Portugal. No xadrez postal, no tempo da baliza às costas, foi um poderoso praticante, vencendo quatro nacionais de clubes e conquistando o título de MI.
A sua capacidade de trabalho era imensa para o provar são as setes revistas de xadrez por correspondência produzidas e publicadas por ele. Ainda sem a ajuda dos computadores, tudo feito em máquina eléctrica. Uma produção de enorme qualidade, muita transpiração e muita imaginação.
Carlos Quaresma era um homem desiludido e pessimista, trazia com ele a tendência para auto destruição. Era também um inadaptado às coisas da vida, do rotineiro, dos faz de conta, da mediocridade. Mas infelizmente a vida não pode ser vivida sem isso. Ele não aceitava, as regras do jogo. Não se cuidava! Por isto partiu cedo.
Até sempre amigo!
Agora vamos fazer o que ele mais gostava, apreciar o xadrez como jogo, ciência e arte!
Os amigos do Carlos Quaresma (Dr. House)
Marinha Grande, 7 de Julho de 2012
Xadrez-Lentas, semi-rápidas e rápidas (a polémica)
Polémica no Xadrez
Lentas, semi-rápidas e rápidas
Como todos sabem o xadrez de competição pratica-se em diversos ritmos, cada tem uma designação própria; partidas lentas, partidas semi-rápidas, partidas rápidas, partidas por correspondência (agora Net).
Há provas individuais e provas colectivas. Dentro das provas individuais há os campeonatos absolutos e os femininos. Chamam a atenção para a particularidade de não haver provas masculinas. Facto curioso!
Depois temos os subs 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20 e veteranos. Os homens são veteranos após os 60 anos, as mulheres após os 50 anos. Outro facto curioso!
Há quem defenda que o xadrez além de ser um jogo de competição ou simplesmente lúdico, é também e por isso mesmo; uma ciência, uma arte, uma filosofia, uma terapia e até mesmo uma religião.
Agora vossemecê pergunta qual a razão desta arrazoada toda?
Simples! Para chamar a atenção para a complexidade do xadrez!..
Neste momento há uma polémica levantada não sei por quem. Acabar ou não com as partidas lentas.
Pergunto, que mal fizeram as partidas lentas para estarem na berlinda?
Se não gostam de jogar lentas, joguem semi-rápidas ou rápidas. Eu não gosto de leitão, por isso não consumo, mas acho bem que quem goste o coma.
Não compreendo sequer os argumentos dos defensores do fim das partidas lentas. Não me parece justificação o ritmo de vida moderna ser acelerada. Os dias horas continuam a ter 24 horas ou 1440 minutos ou 86400 segundos.
Não se ouve uma sinfonia em velocidade acelerada lá porque o ritmo de vida acelerou. Não se lê um livro em diagonal ou sem assimilar só porque não há tempo para o ler!
Todos temos de tomar opções na vida! Quem quiser jogar lentas joga, quem não quiser não joga! Joga outro ritmo.
Contudo e aí sim, pode-se e deve-se dignificar as partidas semi-rápidas e as rápidas. Depois cada um fará a sua opção.
Na minha opinião, andamos a discutir o sexo dos anjos!..
O xadrez é um universo complexo, tem problemas mais prementes para resolver!
José Bray, 16/7/2012
Lentas, semi-rápidas e rápidas
Como todos sabem o xadrez de competição pratica-se em diversos ritmos, cada tem uma designação própria; partidas lentas, partidas semi-rápidas, partidas rápidas, partidas por correspondência (agora Net).
Há provas individuais e provas colectivas. Dentro das provas individuais há os campeonatos absolutos e os femininos. Chamam a atenção para a particularidade de não haver provas masculinas. Facto curioso!
Depois temos os subs 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20 e veteranos. Os homens são veteranos após os 60 anos, as mulheres após os 50 anos. Outro facto curioso!
Há quem defenda que o xadrez além de ser um jogo de competição ou simplesmente lúdico, é também e por isso mesmo; uma ciência, uma arte, uma filosofia, uma terapia e até mesmo uma religião.
Agora vossemecê pergunta qual a razão desta arrazoada toda?
Simples! Para chamar a atenção para a complexidade do xadrez!..
Neste momento há uma polémica levantada não sei por quem. Acabar ou não com as partidas lentas.
Pergunto, que mal fizeram as partidas lentas para estarem na berlinda?
Se não gostam de jogar lentas, joguem semi-rápidas ou rápidas. Eu não gosto de leitão, por isso não consumo, mas acho bem que quem goste o coma.
Não compreendo sequer os argumentos dos defensores do fim das partidas lentas. Não me parece justificação o ritmo de vida moderna ser acelerada. Os dias horas continuam a ter 24 horas ou 1440 minutos ou 86400 segundos.
Não se ouve uma sinfonia em velocidade acelerada lá porque o ritmo de vida acelerou. Não se lê um livro em diagonal ou sem assimilar só porque não há tempo para o ler!
Todos temos de tomar opções na vida! Quem quiser jogar lentas joga, quem não quiser não joga! Joga outro ritmo.
Contudo e aí sim, pode-se e deve-se dignificar as partidas semi-rápidas e as rápidas. Depois cada um fará a sua opção.
Na minha opinião, andamos a discutir o sexo dos anjos!..
O xadrez é um universo complexo, tem problemas mais prementes para resolver!
José Bray, 16/7/2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Xadrez - Nacionais - Homenagem ao Álvaro Gonçalves
Xadrez – Nacionais de rápidas
Homenagem ao Álvaro Gonçalves
Em Figueiró dos Vinhos, vila em que José Malhoa adorava pintar devido à sua luminosidade, foi capital do Xadrez no dia dois de Junho passado. Na bonita povoação disputaram-se os Nacionais de Rápidas, colectivo e individual. Esta organização foi uma justa homenagem ao Álvaro Gonçalves recentemente falecido após uma luta corajosa com um mal incurável. Durante anos já muito doente o vi lutando no tabuleiro! O Álvaro era um apaixonado pelo Xadrez e o melhor jogador de Figueiró.
Está de parabéns a Autarquia e principalmente os amigos, com destaque para o Rui Silva, por terem levado a cabo esta homenagem. Até sempre Álvaro Gonçalves!
Relativamente aos Nacionais, não estou interessado em falar de resultados e restantes estatísticas, para isso há os locais próprios. Contudo há várias questões que quero abordar:
1º A forma amistosa! Todos foram muito bem recebidos e tratados em Figueiró.
2º A refeição oferecida a custo zero pela Autarquia estava uma maravilha!
3º A tolice da Federação em organizar o Individual em séries, quando podia resolver com um Suíço a 15 ou 16 sessões. Atrasou estupidamente a prova o que levou ao abandono da maior parte dos jogadores para as séries finais.
É injusto para quem patrocina, neste caso a Autarquia local, familiares e amigos, fazerem as entregas de prémios sem a presença de todos!
4º Não se entende que numa prova Nacional a participação de jogadores estrangeiros. É ridículo que o campeão de Portugal tenha sido o 4º na classificação final.
Esperamos que esta nova Direcção da FPX, comece por pensar e depois executar! E não como as anteriores que executavam e depois é que pensavam.
Homenagem ao Álvaro Gonçalves
Em Figueiró dos Vinhos, vila em que José Malhoa adorava pintar devido à sua luminosidade, foi capital do Xadrez no dia dois de Junho passado. Na bonita povoação disputaram-se os Nacionais de Rápidas, colectivo e individual. Esta organização foi uma justa homenagem ao Álvaro Gonçalves recentemente falecido após uma luta corajosa com um mal incurável. Durante anos já muito doente o vi lutando no tabuleiro! O Álvaro era um apaixonado pelo Xadrez e o melhor jogador de Figueiró.
Está de parabéns a Autarquia e principalmente os amigos, com destaque para o Rui Silva, por terem levado a cabo esta homenagem. Até sempre Álvaro Gonçalves!
Relativamente aos Nacionais, não estou interessado em falar de resultados e restantes estatísticas, para isso há os locais próprios. Contudo há várias questões que quero abordar:
1º A forma amistosa! Todos foram muito bem recebidos e tratados em Figueiró.
2º A refeição oferecida a custo zero pela Autarquia estava uma maravilha!
3º A tolice da Federação em organizar o Individual em séries, quando podia resolver com um Suíço a 15 ou 16 sessões. Atrasou estupidamente a prova o que levou ao abandono da maior parte dos jogadores para as séries finais.
É injusto para quem patrocina, neste caso a Autarquia local, familiares e amigos, fazerem as entregas de prémios sem a presença de todos!
4º Não se entende que numa prova Nacional a participação de jogadores estrangeiros. É ridículo que o campeão de Portugal tenha sido o 4º na classificação final.
Esperamos que esta nova Direcção da FPX, comece por pensar e depois executar! E não como as anteriores que executavam e depois é que pensavam.
sábado, 5 de maio de 2012
A caminhada dos Bray
A caminhada dos Bray
A primeira pessoa que aparece como Bray nos nossos antepassados é António Agapyto da Roza Bray, isso aconteceu no assento de casamento de sua irmã Maria Rita de Jesus com Lourenço António d’ Barcellos, em 29 de Setembro de 1796, em que ele foi padrinho, tinha então 20 anos. Maria Rita iria assimilar também Roza Bray mais tarde confirmado num assento de nascimento do filho João Baptista. Agapyto era capitão, mais tarde foi feitor na Quinta da Corujeira propriedade do Marquês de Marialva. Esta Quinta está junto a um pequeno lugar a Corujeira da Freguesia de S. Domingos de Carmões, Concelho de Torres Vedras. Na Quinta e na aldeia viveram os Bray.
A Maria Rita exerce um grande fascínio sobre mim, tendo já sonhado com ela. Contudo não é minha antepassada directa, por isso vou-me focar no Agapyto. Direi só que Maria Rita era quatro anos mais velha que o irmão, seu primeiro filho nasceu três meses antes do casamento. O marido de Maria Rita era irmão da mulher do Agapyto.
António Agapyto da Roza Bray, capitão não sabemos de quê, nasceu a 24 de Março de 1776. Casou com Violante Maria Peregrina d’ Barcellos Barreto nascida a 14 de Junho de 1770. A boda foi na Ajuda/Lisboa a 4 de Junho de 1798. Violante era seis anos mais velha que o marido. Vieram viver para a Corujeira, possivelmente para a Quinta.
Este casal foi ponto de partida para qualquer coisa, a que chamo o epicentro desta investigação. Esta do epicentro é uma brincadeira minha…
O pai do Agapyto foi António Francisco e a mãe Joaquina Santa Ana.
António Francisco foi filho de Manuel Francisco e Maria Josefa, (a minha Maria Josefa).
Manuel Francisco foi filho de António Francisco e Luzia da Conceição.
António Francisco foi filho de Pedro Dias e Maria Francisca.
E desta forma chegámos a 1651
Violante Maria Peregrina d’ Barcellos Barreto, foi filha de José d’ Barcellos Barreto e Madalena Caetano.
José d’ Barcellos Barreto foi filho de Manuel d’ Barcellos e Maria Luís.
Manuel d’ Barcellos foi filho de Matias d’ Barcellos e de Catarina Pacheco.
E estamos no ano de 1670 e menos uma geração do que a parte do Agapyto. A família da Violante veio dos Açores ilha da Terceira após as calamidades de 1761. Mas sei que a família Barcellos fez parte do povoamento da ilha. Não consigo a ligação directa mas tenho alguma informação a fornecer num outro texto, ou neste lá mais para a frente.
Agora vou seguir a descendência do Agapyto e da Violante até ao século XXI, mas só os meus ascendentes directos.
Seguiu-se o filho António Pedro da Roza Bray nascido em 1807, foi padrinho o Marquês de Marialva. Casou com Maria Santa Ana em 23 de Maio de 1834.
Veio então o filho José Pedro da Rosa Bray nascido em 1843. Em 1866 casou com Maria das Dores nascida a 20 de Janeiro de 1848. O casal partiu para a Quinta da Ermegeira onde o José foi trabalhar como feitor. Foi com este casal que se inicia a saga dos Bray na aldeia da Ermegeira. Maria das Dores faleceu a 6 de Março de 1880 com 32 anos, a 1 de Março do mesmo ano morrera o filho António com apenas um ano.
E assim se chegou ao filho Silvério Pedro da Rosa Bray, primeiro filho do casal nascido antes do casamento a 22 de Março de 1866. Este menino foi o meu bisavô, tenho uma foto dele. O Silvério casou (ou não) com Henriqueta Maria. Este casal foi o responsável pelo povoamento Bray na Ermegeira. Tiveram os filhos António, João (falecido em pequeno), Mário, José, Maria e Felicidade. Todos tiveram uma numerosa prole, excepto o António que só teve um filho.
Maria Henriqueta Bray, foi mãe de Maria Alice Bray que por sua vez foi minha mãe e (eu) José Manuel Bray pai de Ana Maria Freire Bray e de Isa Paula Freire Bray e avô de Daniel José Freire Faria Correia Bray e de António Pedro Bray Carvalho.
Com isto aconteceram treze gerações e trezentos e sessenta anos.
José Bray – 14/07/2011
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