segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Xadrez - Abertura, meio-jogo e final

Amigos,

Conforme prometido, hoje vou falar da mãe Abertura do pai Meio-Jogo e dos primos Final.
A vida de uma pessoa divide-se em três períodos, infância, adulto e idoso.
As fases de uma partida de xadrez são três, abertura, meio-jogo e final.
Vamos comparar a analogia entre a vida e o xadrez.

Abertura

Para uma criança entrar na vida, tem de ter uma boa preparação; alimentação de qualidade, cuidados de saúde, amor e carinho, educação e instrução cuidadosa. Um jovem mal preparado dá um mau adulto.

No xadrez passa-se o mesmo. A abertura tem de ser feita com rigor, senão a partida não está preparada para o meio-jogo. Uma má abertura significa uma rápida derrota.
Meninos e meninas, vamos estudar e compreender a abertura. Para muitos esta é a fase mais fácil de uma partida de xadrez. Peçam apoio aos vossos professores para vos ajudarem a entenderem a mãe Abertura.

Meio-Jogo

Quando um jovem atinge o estatuto de adulto, entrou no meio-jogo. Precisa de estar preparado para a complexidade da vida; emprego, família, habitação, vida social, realização pessoal, doenças, etc.

Quando uma partida atinge o meio-jogo entra numa fase conflituosa e complexa, a táctica e a estratégia misturam-se intensamente. Os jovens precisam de muita formação xadrezista para dominarem esta parte dos combates que travam.
Peçam apoio ao pai Meio-Jogo para vos ajudar nesta fase da partida, tão difícil e complexa, tal e qual como na vida de um adulto.

Final

No fim da vida, o final, o idoso tem de utilizar o saber acumulado através da sua existência. Deve ter a melhor qualidade de vida possível, até ao momento final, o xeque-mate.

O Final, conclusão da partida (e da vida) é no xadrez arte e ciência. Nos finais de partida atinge-se a perfeição. Para os mestres, o final de um jogo de xadrez é a parte que justifica mais estudo.
Estudem bem os finais, dessa forma vão conseguir muitas vitórias. Ninguém pode ser campeão se não for bom finalista.
Aprendam com os vossos primos de apelido Final.


Marinha Grande, 16 de Abril de 2004

José Bray

Nota final: Uma partida de xadrez é um todo e precisa de muito estudo. O problema é, como orientar esse estudo? Como cativar os jovens? Se o ensino não for agradável a criança desiste!

Xadrez - As três irmãs

Introdução
Amigos,
Hoje vou vos falar de três irmãs que são muito unidas e podem ajudar os xadrezistas a vencerem as batalhas no tabuleiro. Não sei qual delas é mais poderosa, mas sei que em conjunto conseguem grandes feitos e são quase invencíveis. Não sei a idade delas, nem se são feias ou bonitas! … Os meninos devem estar a pensar que estou a brincar, mas não. Sei o nome de cada uma e quais as suas capacidades mágicas.
Os seus nomes são: Iniciativa, Antecipação e Pressão.
Agora vamos falar das suas virtudes.

A Iniciativa
Na vida as pessoas precisam de ter iniciativa. Muita gente não consegue chegar a lado nenhum devido à falta de iniciativa. Encolhem-se; por medo, por timidez ou por indolência. Outros factores podem impedir as pessoas de terem iniciativa, por exemplo; a falta de conhecimentos! Meninos e meninas, vamos todos estudar!
No xadrez passa-se o mesmo, não havendo iniciativa os jogadores têm muita dificuldade em conseguir vitórias. Não podemos esperar que as coisas aconteçam. Quem tiver muito saber técnico; aberturas, finais, meio jogo, estratégia, táctica, etc. … Consegue vitórias, mas quando confrontado com xadrez do mesmo nível, raramente vence, normalmente fica-se no empate ou na derrota.
Por isso, a iniciativa é o caminho mais curto para vencermos! É o caminho mais curto para o objectivo.

A Antecipação
A antecipação está directamente ligada à iniciativa. Na vida é preciso ter antecipação! Temos de chegar primeiro. Não esqueçam o velho ditado --- Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje. As pessoas por indolência ou irresponsabilidade vão adiando as decisões e normalmente chegam tarde. Não têm antecipação.
No xadrez acontece o mesmo; precisamos de ter antecipação. Temos de fazer antes do adversário, seja a atacar seja a defender. Como na vida, também no xadrez a antecipação está bastante ligada à iniciativa. Nem sempre! Mas, chegar primeiro ou fazer antes que o adversário, pode ser a diferença entre a vitória e a derrota.

A Pressão
Como é lógico, a pressão também tem ligação com a iniciativa e a antecipação. Na vida precisamos de dar continuidade aos conceitos anteriores, a isso chama-se pressão. Se a iniciativa e a antecipação forem momentâneas, podem não chegar para atingir o objectivo e a tarefa fica incompleta.
No xadrez acontece o mesmo, a pressão tem de ser exercida até o adversário levar mate ou não conseguir vencer. Não esqueçam que uma partida só acaba quando um dos jogadores abandona ou os dois aceitem o nulo (empate). Muitas vezes uma jogada passiva leva ao desmoronamento da posição e do jogo. Já assisti a muitas partidas em que um dos jogadores tinha uma posição de forte pressão, ao passar de um lance para outro lance abrandaram a pressão e acabaram por perder ou empatar. Pensem bem antes de jogar, em certas posições vale mais ter pressão do que ganhar material.

Conclusão
Resumindo; cada irmã tem as suas virtudes e o seu poder. Mas a sua maior força é a união! Quando as três se unem fazem maravilhas. São um trio invencível. Por isso meus amigos, façam-se amigos das três irmãs e elas farão dos meninos e meninas campeões!.. Aprendam o mais que puderem com elas e elas passarão a ser também vossas irmãs. Os quatro farão partidas de alto nível e os adversários irão tremer com a vossa força.


Marinha Grande, 12 de Abril de 2004

Amigos,

Em breve irei falar de outros familiares, todos irão dar uma ajuda na vossa formação. Os meninos conhecem a mãe Abertura? E o pai Meio Jogo? E a avó Estratégia? Ainda temos os tios Espaço e Centro, as tias Táctica e Manobra, o avô Desenvolvimento, os primos Finais, etc., etc.
O Xadrez é um mundo maravilhoso paralelo ao real, mas no bom sentido. O jogo é leal, democrático, sem racismo, ou outras formas de exclusão social. No xadrez não há ricos nem pobres, feios ou bonitos.
Ninguém tira a vez a ninguém.
No Xadrez não há batota! …

José Bray



O homem do Tijolo e o Xadrez

Era uma vez dois amigos que andavam sempre juntos. Eram como irmãos, mais, pareciam mesmo gémeos mas não tinham nenhum grau de parentesco. Tinham a mesma altura e peso aproximado. Na inteligência nenhum ficava a ganhar e na força também não. Eram dois rapazes fabulosos cheios de potencial. Nasceram e cresceram juntos e fizeram tudo na vida semelhante. Tudo não!.. Houve uma coisa que não fizeram igual. Colocar um tijolo todos os dias!.. João fazia isso usando alguns segundos em cada dia que passava. Pedro achava a isso um disparate e ria-se do amigo.
A vida passou e um dia chegaram à velhice. O João tinha construído um edifício e o Pedro nada fizera!


Era uma vez dois amigos que andavam sempre juntos. Jovens igualmente inteligentes, gostavam das mesmas coisas, uma das suas paixões era o jogo do Xadrez. Durante um certo tempo o nível deles era igual. A partir de certa altura aconteceu o seguinte: O Carlos só queria jogar e não queria estudar o xadrez, afirmava que o mais importante era praticar. Por sua vez o Daniel estudava todos os dias, uns finais, mates, combinações, táctica, estratégia, pouco de cada vez mas sempre.
Sabem o que aconteceu com o passar do tempo? É muito simples! O Carlos embora fosse muito inteligente nunca passou de um jogador medíocre, por sua vez o Daniel tornou-se um campeão sem esforço de maior.


Façam como o Homem do tijolo, todos os dias aprendam um pouco e assim conseguirão construir o edifício do saber!




Marinha Grande, 06 de Maio de 2004
José Bray

domingo, 3 de outubro de 2010

Xadrez - SOM e Daniel Bray vencem Distritais de Rápidas




















Os Distritais de Leiria no ritmo de Rápidas (partidas de 5 minutos), disputaram-se na aldeia do Ninho da Águia, freguesia da Benedita concelho de Alcobaça, na colectividade local. Estiveram presentes quatro dezenas de xadrezistas e sete equipas. Na prova individual venceu Daniel Bray do Sport Operário Marinhense da Marinha Grande, com 6,5 em 7, em segundo ficou André Pinto de São Martinho do Porto e em terceiro Pedro Rodrigues da Academia de Xadrez da Benedita. Na prova colectiva o a equipa da Marinha Grande representada por Jorge Simões, Daniel Bray, Carlos Dias e José Bray, saiu vencedora ao consentir só uma derrota, em segundo lugar ficou a equipa das Caldas da Rainha e em terceiro a Casa do Povo do Bombarral. Estão de parabéns os representantes da cidade vidreira e em especial Daniel Bray (16 anos) que conquistou mais um título Distrital. Quero louvar, porque é da mais elementar justiça a atitude de Ricardo Pais que mostrou o maior fair play e também a atitude no bom sentido de Samuel Rebelo ao aceitar a decisão polémica do árbitro.

Data importante, 3 de Outubro - Trabalho e Tabaco

Há na vida de cada pessoa, datas importantes, derivadas dos mais diversos acontecimentos, como todos sabem. Não fujo à regra, mas hoje vou falar de um dia do ano que comemora dois acontecimentos da minha existência sobre os quais me apetece falar, o 3 de Outubro. Nesta data no ano de 1957 comecei a trabalhar oficialmente, já lá vão cinquenta e três anos... Portugal, nessa época era uma nação de grande pobreza e fascista, a vida era muito difícil para 90% da nossa população residente. Por essa razão os nossos jovens precisavam de ajudar os pais, não podendo ir estudar, mesmo que fossem as maiores inteligências do país. Isto era o Salazarismo! Infelizmente fazia parte dessa percentagem. Considero contudo uma data marcante! Em 1973 era um fumador inveterado fumando três maços por dia. Um dia pensei.--Bray tens a mania que és inteligente mas és uma besta, andas a prejudicar a tua saúde e a dos teus indirectamente, gastas dinheiro que pode fazer falta à tua filha e ainda por cima incomodas toda a família, burro, burro. Então no dia 3 de Outubro estando a jogar o Campeonato de Angola de Xadrez, amachuquei o maço MC e nunca mais peguei num cigarro! Claro que custou muito, mas não há niguem mais teimoso que um teimoso!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

António Mamede Diogo

Fez em seis de Setembro um ano que a alma do Mamede Diogo deixou o corpo doente! Fez um ano que perdemos um amigo de enorme dignidade humana, um homem com H grande! Um ano depois a saudade não diminuiu, sua ausência está sempre presente. Ainda há dias no Torneio de Montemor a sua aluna querida e grande campeã Ana Rita chorava recordando o mestre e amigo, cena comovente protagonizada por uma menina com dez anos. Não há maior homenagem que esta! Também o meu neto Daniel Bray homenageou Mamede Diogo, quando do Memorial em memória do nosso amigo, ao vencer a prova ofereceu à família o Troféu. Conheci o Mamede há trinta anos, havia amizade e cumplicidade entre nós. Não conheci nenhum jogador com mais desportivismo que ele, nunca assisti a qualquer atitude menos digna da sua parte. Disputamos oficialmente uma dúzia de partidas, ele venceu mais, mas quando perdeu foi sempre com bons modos, infelizmente não se pode dizer o mesmo de mim. Quando faleceu encontrava-me longe, era impossível vir ao funeral, mas no Hotel já na madrugada do dia sete escrevi um pobre poema mas com sentimento em sua memória, que transcrevo.
António Mamede Diogo

Morreu o António Diogo
Foi-se um amigo desportista
Companheiro da vida e do jogo
Foi embora, um às, xadrezista
O xadrez foi sua paixão
Ficou tudo mais pobre.
Perdeu-se um grande campeão
E um homem sério e nobre
Grande… grande lutador!
Batalhou, esgrimiu com coragem
Na vida, na doença e na dor.
Deixando a todos nós uma mensagem!
Um exemplo, o António Diogo
Merece nosso respeito e homenagem.
Ser social, afável, amoroso
Carácter íntegro de primeira
Bom pai e marido dedicado
Uma vida, de luta e canseira
Com imensos valores e predicados
Adeus Mamede, bom amigo
Ficas para sempre no nosso coração
A malta, sem excepção está contigo
Na nossa e total recordação
Anos foram mais de trinta
Dos jogos e nossa vivência
Fizemos muitos lances e muita tinta
Com esforço e bastante inteligência.
Rapazes o Diogo não morreu!
Há suas partidas, sua história.
António Diogo, não faleceu
Viverá sempre na nossa memória!

José Bray, campeão nacional de veteranos
Évora, 07/O9/2009
Até sempre Mamede, descansa em paz!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Xadrez Nacional Preliminar - Daniel, Hugo e Inês

Na cidade da Amadora de 4 a 12 do corrente mês disputou-se o Campeonato Nacional de Xadrez Individual, Fase Final e Preliminar. Estiveram presentes oitenta jogadores.
O Distrito de Leiria foi representado na Preliminar Nacional por Daniel Bray 16 anos, do Sport Operário Marinhense - Marinha Grande, Hugo Santos 18 anos e Inês Santos 13 anos, ambos da Academia Mamede Diogo - Peniche. Os meninos dignificaram o seu Distrito e os seus clubes. Daniel Bray, cumpriu embora se esperasse mais da sua prestação, enfrentou sete adversários acima do seu rantig e ainda conquistou 15 pontos para o seu Elo ficando com 1960. Hugo ficou em quatro lugar fazendo uma prova de alto nível, não lhe tirando o mérito o seu adversário da última ronda não compareceu por isso venceu o jogo por falta de comparência, a jornada final é a mais importante para a classificação. A Inês foi sem dúvida a melhor prestação ao conseguir 5 pontos, o seu Elo era de 1631 a média dos adversários foi de 1929, arrecadando para o seu rantig 42 pontos ficando com 1673. Parabéns meninos e menina. A Família Lima Santos está em alta, bem merecem! O Campeão Nacional Absoluto passou a ser Paulo Dias, parabéns!